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Conheça o vasto Património Histórico existente no concelho de Valpaços

Capela de Nossa do Perpétuo Socorro

IPA.00012587

Rua Francisco Morais, Fiães

Arquitetura religiosa.

 

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Capela de Nossa Senhora da Conceição

IPA.00012595

Friões, Valpaços

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Casa do Arco

Praça República 59,

5430-444 Valpaços

Casa do Arco, também denominada «Solar dos Morgados», «Casa dos Pinto Leite», «Casa dos Magalhães Pinto» ou «Solar do Terreiro».

(Inclui capela, construções adjacentes e pátio)

A Casa do Arco localiza-se no largo em frente à matriz, destaca-se pela longa fachada, pertenceu à família Magalhães Pinto, e remonta ao século. O corpo da casa, mais recente, foi edificado no decorrer do século XVII, certamente nos anos finais, pois numa pedra do interior encontra-se a data de 1694. A fachada principal, de dois pisos, com o nobre marcado pela abertura de janelas de sacada entre as quais se exibe o brasão de armas dos Magalhães Pinto.

A capela situa-se numa das extremidades da fachada da casa, mas ao nível do andar nobre. De portal reto com frontão semicircular, terminando em frontão triangular interrompido, apoiado sobre as pilastras laterais rematadas por pináculos. Dedicada a São Francisco, o seu interior destaca-se pelo retábulo de talha dourada e policromada. No alçado posterior, que se abre para o pátio interno, acede-se ao piso superior, com alpendre, através de uma escadaria de pedra.

Atualmente a Casa do Arco é propriedade privada.

Fonte: https://valpacos.pt/

Casa senhorial de Argemil

Cruzamento das EN. 214 e 206 Argemil

5445-101 Carrazedo de Montenegro

 

Situada no concelho de Valpaços, a Casa de Argemil foi edificada no século XVII, desconhecendo-se a data exata da sua construção. Possivelmente, a sua fundação deve-se a Francisco Ferreira Furtado, morgado de Argemil em meados da centúria de Seiscentos, sendo provável que a sua filha, Francisca de Mendonça, tenha continuado a obra.

O conjunto da casa integra não só o corpo principal mas também uma capela, ligada àquele por um passadiço. O edifício desenvolve-se em planta retangular, apresentando na fachada principal uma escadaria dupla, ao cimo da qual foi edificado um patamar com alpendre que permite o acesso ao interior da casa.

Ao centro da escadaria, no piso térreo, foi rasgado um arco de volta perfeita, e no primeiro registo do frontispício, bem como nas fachadas laterais, foram dispostas a espaços regulares janelas de moldura retangular.

O passadiço fechado que liga a casa à capela foi edificado ao nível do primeiro andar, formando em baixo uma passagem aberta para as fachadas posteriores dos dois edifícios.

De planta retangular, disposta longitudinalmente, a capela apresenta uma fachada com três registos. No primeiro foi edificado o portal de moldura retangular encimado por frontão rebaixado, no segundo foram rasgados dois janelos, também encimados por frontão, e um nicho. O terceiro, separado por um friso, corresponde ao remate do frontispício, apresentando um frontão truncado por sineira e ladeado por dois grandes pináculos. Catarina Oliveira

IPPAR/2006

Fonte: https://valpacos.pt/

Castro da Lama de Ouriço

Estrada Nacional 213 km 19

5430 Alvarelhos, Valpaços

Classificado como “Imóvel de Interesse Público ” em 1986, o “Castro da Lama de Ouriço” (ou “Cabeço da Muralha”, como também é conhecido) ergue-se numa colina pouco destacada sobranceira a uma linha de água afluente do ribeiro de Alvarelhos.

Edificado em plena Idade do Ferro, o povoado foi apetrechado com um complexo sistema defensivo constituído por três linhas de muralha construídas com silhares assentes em seco (com cerca de cinco metros de espessura nalguns trechos), um possível fosso escavado no próprio afloramento granítico e um campo de pedras fincadas. Um dos maiores destaques irá, contudo, para a presença de um grande torreão na principal zona de acesso ao interior do castro, a partir do qual arranca a muralha interna, ela própria delimitadora de um amplo recinto de planta ovalada, com cerca de cento e vinte por sessenta metros. Foi ainda identificado um outro talude, embora devesse funcionar, antes de mais, como antemuro. E é precisamente na sua parte exterior que se encontram alguns vestígios correspondentes ao período romano, como no caso de materiais de construção.

No interior do povoado, propriamente dito, observa-se a presença de cinco derrubes eventualmente relativos a estruturas habitacionais de planta circular, às quais se associam diversos fragmentos de cerâmica manual atribuída à Idade do Ferro.

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

Castro da Lama de Ouriço / Cabeço da Muralha

Acesso: Estradão desde Lama de Ouriço na EM Sá – Alvarelhos, a partir do km 19 da EN 213.

Enquadramento: Rural, isolado, outeiro coberto com giestas e vegetação rasteira, sobranceiro a uma linha de água afluente do ribeiro de Alvarelhos.

Descrição: Povoado fortificado circundado por duas linhas de muralhas, que chegam a atingir c. de 5 m de espessura, sendo complementado no flanco S., na zona de mais fácil acesso, por uma linha defensiva exterior, e parecendo detetar-se a E. um fosso escavado no afloramento, precedendo um campo de pedras fincadas. Parecem definir-se duas entradas nas linhas defensivas interiores. Nas plataformas interiores conservam-se vestígios de construções de planta circular e retangular. Exteriormente à terceira muralha há referência a vestígios de construções que não conseguimos identificar. No exterior do povoado encontra-se um lagar escavado na rocha.

Utilização Inicial: Militar, Habitação.

Época de Construção: Proto-história.

Cronologia: Proto-história – Construção e ocupação do povoado.

Tipologia: Povoado fortificado proto-histórico circundado por duas linhas de muralhas e no flanco S. uma linha de defesa exterior e construções habitacionais de planta circular e retangular.
Características Particulares: Fosso escavado no afloramento e campo de pedras fincadas; junto ao povoado encontra-se um lagar escavado na rocha.

Castro de Ribas

Ribas, Valpaços

41.5864354, -7.4013925

 

Classificado como “Imóvel de Interesse Público ” em 1984, o “Castro de Ribas” (ou “Alto da Cerca”, como também é conhecido) ergue-se de modo relativamente isolado no cimo de uma elevação sobranceira ao riacho da Quebrada.

Edificado em plena Idade do Ferro, este povoado fortificado de consideráveis dimensões foi equipado com um complexo sistema defensivo composto de três linhas de muralha construídas com silhares assentes em seco, em aparelho irregular, constituídas por dois paramentos paralelos preenchidos com pedra miúda, apresentando cerca de sete metros de espessura nalguns dos seus trechos e de treze numa curvatura pertencente à primeira linha de muralha, na qual são visíveis dois silhares decorados com círculos e espirais. Este sistema era aparentemente complementado por dois fossos escavados no próprio afloramento.

Objeto de escavações arqueológicas na década de oitenta do século passado, foi nessa altura que se procedeu a uma intervenção de conservação e restauro de alguns dos troços muralhados mais afetados pelo reaproveitamento secular dos seus materiais constituintes por parte da população local, enquanto se recolhia um extenso conjunto de artefactos móveis, entre os quais dois machados, fíbulas, uma braçadeira de bronze, mós, fragmentos de vidro, fustes de coluna e materiais de construção romana, assim como vários fragmentos de cerâmica comum atribuída à Idade do Ferro e ao período romano. E foi no recinto delimitado pela primeira muralha que se encontraram diversos vestígios de estruturas habitacionais de planta predominantemente circular e retangular, para além de um lagar escavado num dos rochedos graníticos aí presentes.

Entretanto, as prospeções realizadas nas imediações do monumento permitiram identificar a existência de algumas estações de arte rupestre essencialmente composta de covinhas e motivos serpentiformes. [AMartins]

Acesso:
Quem seguir pela E.N. 206, de Carrazedo de Montenegro e em direção a Valpaços encontra duas placas, uma com a indicação de Ribas e outra com a indicação da cerca.
Percorridos cerca de 400 metros, o caminho à esquerda, conduz diretamente ao Castro.

 

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

Castro de Vilanova

Santiago da Ribeira de Alhariz

5445-072, Santiago da Ribeira de Alhariz

 Classificado como “Imóvel de Interesse Público ” em 1986, o “Castro de Vilanova” (ou “Alta da Cerca”, como é vulgarmente conhecido) ergue-se de modo relativamente isolado numa elevação sobranceira à ribeira de Esturãos, de onde desfruta de um excelente domínio sobre a paisagem circundante, embora com escassas condições naturais de defesa.
Edificado em plena Idade do Ferro, o povoado apresenta um sistema defensivo composto de três linhas de muralha construída com silhares assentes em seco e grandes blocos graníticos afeiçoados que, nalguns troços, atinge cerca de três metros de espessura. E apesar de haver referências sobre a existência de um torreão e de um campo de pedras fincadas, estes elementos defensivos não foram identificados até ao momento.
Entretanto, a primeira linha de muralha delimita um amplo recinto de planta subcircular, onde foram encontrados elementos remanescentes das primitivas estruturas habitacionais de planta predominantemente circular e retangular, bem como diversos fragmentos de cerâmica manual da Idade do Ferro e de cerâmica executada a torno da Idade Média, a cujo período se reportará igualmente a provável reconstrução parcial das muralhas, como parece indiciar a discrepância observada no seu aparelho (vide supra).
Foram de igual modo registados exemplares de material de construção e de cerâmicas comuns do período romano na zona extramuros do povoado, onde foi também localizado um lagar escavado na rocha, para além de existirem menções à existência de cerca de dez estações com arte rupestre essencialmente composta de covinhas, sulcos ou cruzes, que parecem acompanhar um caminho empedrado.

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

Castro de Vilarandelo

5430 Vilarandelo

“Imóvel de Interesse Público” desde 1986, o “Castro de Vilarandelo” (ou “Muradelha”, como é localmente mais conhecido) ergue-se nas proximidades da localidade de Vilarandelo de modo relativamente isolado no topo de uma colina sobranceira ao ribeiro do Piago, com uma implantação estratégica e condições de defesa natural assaz modestas.
Referenciado no início do século XVIII por D. Jerónimo Contador de Argote (1676-1749), este povoado fortificado da Idade do Ferro possuía um sistema defensivo composto de apenas duas linhas de muralha granítica (que, nalguns pontos, chegava a atingir cerca de dois metros de espessura) edificadas com silhares assentes em seco, em aparelho irregular, constituídas por dois paramentos paralelos preenchidos com pedra miúda, às quais se associaria um área de pedras fincadas. Não obstante, a identificação de alguns dos seus troços foi apenas possível mercê do registo efetuado de alguns taludes e aglomerações pétreas, estas últimas claramente decorrentes dos sucessivos derrubes ocorridos na sua estrutura original ao longo dos tempos.
A primeira linha de muralha delimitava um vasto recinto aplanado de configuração subcircular, onde foram encontrados vestígios de várias construções habitacionais de planta predominantemente circular, cujas paredes foram de igual modo edificadas com dois paramentos preenchidos. Apesar da densa cobertura vegetal, encontraram-se alguns fragmentos de cerâmica, cuja natureza, aliada às diferenças observadas no aparelho do muralhado, parece apontar para a existência, no povoado, de dois períodos distintos de ocupação, o segundo dos quais relativo à Idade Média. Além disso, estamos perante um arqueossítio inserido numa zona com alguma abundância do ponto de vista arqueológico, como parece atestar a existência, nas suas proximidades, de uma via romana, que estabeleceria a ligação com a antiga Chaves – Aquae Flaviae -, confirmada, ademais, pela presença de um marco militar intacto – cippo.

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

Ponte de Valtelhas

Parque de Campismo do Rabaçal

Ponte sobre o Rio Rabaçal, com uma data provável de construção seiscentista. Possivelmente, integrava-se na via romana que ligava León e Astorga a Zamora e Salamanca. O tabuleiro forma rampa muito suave em apenas metade da sua secção e desenvolve-se sobre cinco arcos de amplitude desigual.

Ponte e Alminhas em Vale de Casas

Vale de Casas, Valpaços

 

A data de edificação é desconhecida, está construída sobre o rio Calvo, pensa-se que a sua construção e localização estejam ligadas à via militar romana que vinha de Chaves.

A estrutura da ponte estende-se num tabuleiro horizontal, de cerca de 25 metros de comprimento, que assenta sobre dois grandes arcos de volta perfeita e uma abertura retangular.

Numa das extremidades da ponte foi edificada uma pequena casa, com escadaria de acesso, que no interior alberga um conjunto de “alminhas”.

Ponte Romana do Arquinho

Possacos

41.621546, -7.258057

 

A Ponte Romana do Arquinho, também conhecida por Pontão de Possacos localiza-se na freguesia de Possacos, no concelho de Valpaços, situada num encantador vale do rio Calvo.

A data provável desta construção é do século I d.C., na altura de ocupação Romana do território, e integraria a Via XVII do Império Romano, que ligaria “Bracara Augusta” (Braga) a “Asturica Augusta” (Astorga, Espanha).

No local foram encontrados marcos miliários atribuídos aos imperadores Maximino e Máximo, atestando a importância histórica e arqueológica do monumento.

A Ponte caracteriza-se pelo seu tabuleiro plano com 7,5 metros de largura, assente no seu único arco de volta perfeita.

Santuário Rupestre de Argeriz ou “Pias dos Mouros”

Argeriz

41.5909051, -7.391682

Imóvel de Interesse Público

Classificado em 1984 como “Imóvel de Interesse Público”, o “Santuário rupestre de Argeriz” (ou “Pias dos Mouros”, como é vulgarmente conhecido no seio das populações locais este tipo de arqueosítio) encontra-se de modo relativamente isolado numa plataforma granítica situada num declive suave sobranceiro a um afluente do ribeiro de Alfonge.

Provavelmente edificado durante o período romano, o pequeno santuário rupestre parece revelar algumas semelhanças estruturais com o “Santuário de Panóias”, visível, aliás, do cimo de Argeriz, tal como sucede com o sítio de “Gravuras Rupestres da Mão do Homem”, ambos pertencentes ao Concelho de Vila Real. Estamos, assim, perante uma realidade composta de duas cavidades retangulares dispostas paralelamente (com orientação Norte/Sul) no topo de um amplo afloramento granítico (mas pouco saliente da superfície do solo), às quais acedem dois conjuntos equidistantes de degraus afeiçoados no próprio granito, orientados no sentido Este/Oeste. E é ainda neste local que nos deparamos com a existência de entalhes provavelmente destinados a alicerçar uma qualquer estrutura, certamente de carácter perecível.

Nas imediações deste arqueosítio foram de igual modo identificados alguns fragmentos de cerâmica comum e material de construção, cuja análise parece confirmar a atribuição cronológica do santuário ao período romano. Além disso, uma das faces laterais da rocha exibe uma inscrição, eventualmente latina, apesar do avançado estado de erosão que apresenta, mas onde parece ler-se a expressão “APADAV”, que não será, no entanto, suficiente para retirar qualquer ilação do ponto de vista, quer religioso, quer jurídico, mesmo que alguns indícios pareçam sugerir que a ara consagrada aos Lares identificada em Argeriz pertenceria a este sítio.

Acesso:

A cerca de 200 metros da E.N. 206, do lado direito no sentido Carrazedo de Montenegro para Valpaços, em frente do desvio para o Pereiro.

Fonte: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/