Raio: Desligado
Raio:
km Set radius for geolocation
Procurar

IGP – Indicação Geográfica Protegida

Uma IGP é um nome geográfico ou equiparado que designa e identifica um produto originário desse local ou região, que possui uma determinada qualidade, reputação ou outras características que podem ser essencialmente atribuídas à sua origem geográfica e que, em relação ao qual pelo menos uma das fases de produção tem lugar na área geográfica delimitada.

Fonte: https://tradicional.dgadr.gov.pt/

Descrição: A Alheira de Barroso-Montalegre IGP é um enchido feito a partir de carne de porco de raça Bisara (ou do seu cruzamento com outras raças) com a adição de pequenas quantidades de carne de aves, caça, pão, azeite extra virgem, cebola, alho e condimentos picantes.

Método de produção: As peças mais frequentemente utilizadas são as carnes agarradas aos ossos ou carne da cabeça. As carnes são cortadas em pedaços de dimensão média, de forma a que a cozedura seja um processo uniforme. A carne é separada do osso e desfiada enquanto ainda está quente, adicionando-se de seguida o pão e os outros ingredientes. A massa formada pela mistura dos ingredientes é homogeneizada e é feito o enchimento da tripa, de forma contínua, em tripa fina. As alheiras são então fumadas durante quatro dias em câmara, sala de fumo ou no fumeiro tradicional. O fumo é obtido a partir da combustão direta de turfa, lenha de carvalho, salgueiro ou choupo existentes na zona de produção.

Em seguida, as Alheiras de Barroso-Montalegre IGP, cujo nome deriva do fato destes enchidos conterem alho, são colocadas numa sala com temperatura controlada para curar até que adquiram o seu aroma e sabor característico.

Características particulares: O clima frio e seco da região determina que a Alheira de Barroso-Montalegre IGP seja fumada de forma indireta, uma vez que as casas locais com as suas lareiras sempre acesas, proporcionam o ambiente perfeito para um processo de defumação lenta e suave, com a madeira local a conferir o seu aroma exclusivo ao enchido.

 

Área de produção: A área onde a Alheira de Barroso-Montalegre IGP é produzida está circunscrita ao concelho de Montalegre, enquanto a área geográfica de produção da matéria prima fica naturalmente circunscrita aos concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre, do distrito de Vila Real.

História: A origem da Alheira de Barroso-Montalegre IGP remonta ao final do século XV e está associada com a chegada a Trás-os-Montes de um número considerável de judeus que foram expulsos de Castela em 1492. Na verdade, como não comiam carne de porco, para esconder a sua identidade e fugir da perseguição, os judeus portugueses fizeram as primeiras Alheiras sem carne de porco e utilizando apenas frango e pão, mas mantendo a mesma aparência de um produto de carne típico. Mais tarde, a população de Trás-os-Montes adotou este enchido e adicionou a carne de porco. A dieta tradicional local, influenciada pela geografia local, clima e economia baseia-se principalmente no pão, batatas e carne de porco o que também determinou os ingredientes deste enchido. O fabrico das alheiras está associada a festas populares e religiosas e ainda hoje é tradicional dar e receber presentes deste enchido.

Agrupamento de produtores:

Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã

Descrição: Batata de Trás-os-Montes é o tubérculo da planta Solanum tuberosum L., da família das Solanáceas, vulgarmente designada por batateira, produzida nas condições agro-ecológicas particulares de montanhas e dos vales sub-montanos de Trás-os-Montes. As cultivares utilizadas são: Desiree, Kennebec, Jaerla e Atlantic. A sua forma é aproximadamente cilíndrica e bastante variável de acordo com a variedade, mas homogénea dentro de cada variedade e lote. A epiderme é uma camada de células suberificadas de tons claros, de branco sujo a castanho-avermelhado. Ao corte tem aspeto húmido de tom branco-amarelado, perfeitamente homogéneo, sem qualquer oquidão. A porção exterior tem uma camada suberificada, quase sempre ligeiramente mais escura que a interior, podendo ser rosa claro ou avermelhado.

Método de produção: O modo de produção não tem sofrido variações significativas ao longo dos tempos. A batata é cultivada não mais de três anos seguidos na mesma parcela, podendo o sistema de produção ser extensivo (batatas semeadas em rotação com cereal ou outras culturas anuais) ou intensivo, quando em hortas, em rotação com culturas hortícolas ou milho. Determinantes são as operações de estrumar os terrenos durante o Inverno, sendo a utilização de matéria orgânica natural característica desta região e contribuindo decisivamente para as características sápidas e químicas do produto, bem como a abertura de regos e o compasso de plantação (0.6×0.4 m). As operações de concentração, transformação e acondicionamento do produto só podem efetuar-se na região de origem a fim de permitir o controlo, assegurar a rastreabilidade completa do produto e fornecer ao consumidor um produto genuíno e de origem fiável.

Características particulares: Decorrente das condições particulares dos solos e clima Transmontanos e da cama quente proporcionada pelos terrenos bem estrumados e sachados, a Batata de Trás-os-Montes tem um sabor agradável, muito característico, ligeiramente adocicado e um aroma igualmente agradável, com cheiro a terra e um teor médio de amido de 78% (%MS), invulgarmente elevado para batatas.

Área de produção: a área geográfica de produção, transformação e acondicionamento da Batata de Trás-os-Montes está naturalmente circunscrita às montanhas e aos vales sub-montanos de Trás-os-Montes, da totalidade dos concelhos de Boticas, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Montalegre, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Vinhais e ainda às freguesias de Carvas, Fiolhoso, Jou, Palheiros, Valongo de Milhais, Vilares, do concelho de Murça; Pópulo, Ribalonga e Vila Verde, do concelho de Alijó; Aguieiras, Bouça, Fradizela, S. Pedro Velho, Torre de D. Chama, Vale de Gouvinhas e Vale de Telhas, do concelho de Mirandela; Agrobom, Gebelim, Pombal, Saldonha, Sambade, Soeima e Vales, do concelho de Alfândega da Fé e Argozelo, Carção, Matela, Pinelo e Santulhão, do concelho de Vimioso.

História: As condições climáticas da região em conjunto com as técnicas culturais, a maturação na apanha e as condições de armazenamento conferem à batata de Trás-os-Montes um sabor adocicado, decorrente da relação açúcar/amido verdadeiramente excecional e uma textura ideal para «adsorver» os gostos dos molhos dos pratos com carnes gordas (porco), base da gastronomia da região. Estas características conferem fama e reputação únicas e permitiram a sobrevivência da cultura ao longo de gerações, contribuindo para a sustentabilidade das explorações familiares da região. Desde o fim do séc. XVIII que técnicos qualificados escrevem sobre a Batata de Trás-os-Montes o que atesta a importância sociocultural e económica, a antiguidade e a reputação do produto.

Agrupamento de produtores:

Cooperativa Agrícola Norte Transmontano, C. R. L

Descrição: A carne de Cabrito de Barroso IGP provém de animais das raças Serrana e Bravia, e seu cruzamentos, criados e abatidos no interior da área delimitada. Trata se de uma carne de cor avermelhada, suculenta e de sabor característico. Pode ser apresentado comercialmente em carcaças ou meias carcaças. A carcaça inclui a cabeça, o fígado, os pulmões, o coração e os rins. O Cabrito de Barroso IGP só pode ser comercializado em estabelecimentos autorizados.

Método de produção: Os animais são criados em regime extensivo, essencialmente em pastoreio livre, sendo pontualmente estabulados quando o rigor do inverno a tal obrigue, podendo então ser alimentados apenas com feno, rama de vidoeiro ou de salgueiro e fetos secos. A alimentação dos cabritos é composta essencialmente por leite materno. Os cabritos são abatidos aos três meses de idade, permanecendo até aí na companhia da mãe.

Características particulares: A especificidade do Cabrito de Barroso IGP deriva essencialmente da forma como é criado e alimentado, em harmonia com os recursos naturais da região. O cabrito faz parte da cultura e gastronomia da região. Segundo o Padre João Martins Rodrigues, “o cabrito é também para venda e alimento raro e de luxo. Aparece em festas especiais: batizados, casamentos, festas do Santo da terra, quando o padre, a guarda, os amigos da vila e os senhores das redondezas vão a casa”.

Área de produção: A área de produção do Cabrito de Barroso IGP – cerca de 2150 km2 – engloba a totalidade dos concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar.

História: As Terras do Barroso têm grande tradição na criação de gado caprino, estando o regime de exploração comunitária profundamente enraizado no saber fazer tradicional das zonas montanhosas nortenhas. Esta criação aproveita, desde tempos imemoriais, os recursos forrageiros da flora arbórea e arbustiva das áreas mais remotas de montanha, geralmente inacessíveis a outras espécies pecuárias. Ainda que tenha existido uma cabra Barrosã, os fluxos migratórios e as alterações dos rebanhos levaram ao seu desaparecimento e à sua substituição pelas raças Bravia (que terá migrado das terras Altas do Minho) e Serrana (que se terá deslocado para norte).

Agrupamento de produtores:
Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata para Semente de Montalegre, CRL

Descrição: A Carne de Bovino Cruzado dos Lameiros do Barroso IGP é a carne proveniente da desmancha de carcaças de animais da espécie bovina criados num sistema de exploração extensivo tradicional, à base de pastagens naturais, com composição florística característica – os lameiros do Barroso.

Método de produção: Os bovinos cruzados são criados num sistema de exploração extensivo que tem por base o pastoreio nas pastagens permanentes – lameiros. Os lameiros são essencialmente ocupados por gramíneas espontâneas, sendo as mais abundantes a festuca (Festuca sp.), a erva molar (Holcus mollis), a erva lanar (Holcus lanatus), o nardo (Nardus sp.) e também a erva sapa (Agrostis custisii), o bromo (Bromus sp.) e o Trevo branco (Trifolium repens), etc.

No esforço de melhoria das condições produtivas e de manutenção dos sistemas tradicionais de criação de gado só podem ser integradas neste sistema produtivo os animais cujas mães tenham origem conhecida e se encontrem em explorações que pratiquem sistemas idênticos há pelo menos 3 anos.

Características particulares: As Terras do Barroso gozam da existência de condições edafo-climáticas particulares, nomeadamente as decorrentes da proximidade das Serras do Gerês e da Cabreira, originando uma encruzilhada climática entre um clima marcadamente atlântico a Ocidente (e portanto bastante húmido e temperado) e outro marcadamente continental, a oriente, caracterizado pelo frio seco de Inverno e pelo calor de Verão. Essas condições influenciam a vegetação natural e, sendo esta a alimentação básica para o gado, também influenciam diretamente a qualidade da Carne de Bovino Cruzado dos Lameiros do Barroso IGP.

Área de produção: A Carne de Bovino Cruzado dos Lameiros do Barroso IGP é produzida nos concelhos de Montalegre, Boticas e Chaves, no distrito de Vila Real.

História: A criação de gado é, desde há séculos, importante fator de subsistência das gentes das regiões de montanha, onde os lameiros e as áreas de mato formam a paisagem predominante. Embora desde tempos imemoriais fossem apenas criados animais de raças autóctones, a partir de determinada altura começam a ser introduzidos cruzamentos com outras raças não autóctones, dando origem a animais menos característicos, menos rústicos mas com crescimentos mais rápidos. O sistema de exploração praticado nestas terras foi sempre o mesmo, em que as condições naturais condicionaram as atividades agro-pecuárias desenvolvidas.

Agrupamento de produtores:

Coop. Agrícola dos Produtores de Batata para Semente de Montalegre, CRL

Descrição: A Chouriça de Carne de Barroso-Montalegre IGP é um enchido fumado, em forma de ferradura, com cerca de 3 cm de diâmetro e 25 a 35 cm de comprimento, obtido à base de carne e gordura de porcos da raça Bísara ou com 50% de sangue Bísaro, condimentadas com sal, alho, vinho, colorau picante e/ou colorau doce. A sua cor varia do vermelho ao castanho, com manchas, apercebendo-se exteriormente os pedaços de gordura.

Método de produção: As carnes da pá e do lombo, aparas magras da perna e a carne existente à volta dos ossos de assuã são cortadas em pedaços pequenos e condimentados, permanecendo em repouso até 5 dias, a menos de 10 °C e em local com pouca humidade, após o que se adiciona o colorau. Procede-se em seguida ao enchimento, tomando o enchido forma de ferradura. A fumagem é feita com lume brando (fundamentalmente a partir de lenha de carvalho) e dura de 10 a 15 dias. Apresenta-se no mercado em peças inteiras pré-embaladas.

Características particulares: A produção de Chouriço de Carne de Barroso-Montalegre IGP depende em muito do clima frio e seco desta região, que obriga a que cada casa tenha sempre a sua lareira acesa, o que proporciona condições de fumagem únicas, caracterizadas por um fumo pouco intenso e gradual.

Área de produção: A área geográfica de produção da carne e da gordura engloba os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre (área tradicionalmente designada por Barroso), do distrito de Vila Real. A área geográfica de transformação e acondicionamento engloba apenas o concelho de Montalegre.

História: O isolamento geográfico da região do Barroso fez com que a dieta regional, constituída principalmente por pão, batata e carne de porco, estivesse essencialmente limitada à produção local. A antiguidade e importância da criação de porcos são testemunhadas pelas referências feitas em vários forais relativos aos tributos dos suínos e seus produtos, entre os quais o foral de Montalegre. Para poder ser consumida durante todo o ano descobriram-se formas de conservar a carne de porco, que rapidamente se tornaram numa arte ancestral transmitida de geração em geração.

Agrupamento de produtores:

Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã

Descrição: O Chouriço de Abóbora de Barroso-Montalegre IGP é um enchido fumado, em forma de ferradura, com cerca de 6 cm de diâmetro, obtido à base de carne e gordura de porcos da raça Bísara (ou com 50% de sangue Bísaro) e de abóbora porqueira, condimentadas com sal, alho, vinho e colorau picante e/ou doce. De aspeto rugoso, é constituído por pasta mole e seca na qual se podem aperceber pedaços de tamanho reduzido (carnes desfiadas). A sua cor varia de alaranjado a castanho-escuro com manchas.

Método de produção: O miolo das abóboras é raspado com uma colher e deixado a escorrer durante 2 dias. As carnes são cortadas em pedaços pequenos e condimentadas com sal, vinho e alho, permanecendo em repouso até 5 dias, a menos de 10 °C, em local com pouca humidade, após o que se adiciona o colorau picante e/ou doce. Posteriormente junta-se a abóbora e procede-se ao enchimento. O enchido é atado em forma de ferradura e fumado em lume brando (fundamentalmente a partir de lenha de carvalho) durante cerca de 30 dias. Apresenta-se no mercado em peças inteiras pré-embaladas.

 

Características particulares: As características do Chouriço de Abóbora de Barroso-Montalegre IGP estão intimamente relacionadas com a raça e dos porcos e sua alimentação, como as qualidades especiais das abóboras locais e com o método tradicional de enchimento e fumagem ainda hoje utilizado.

Área de produção: A área geográfica de produção da carne e da gordura engloba os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre (área tradicionalmente designada por Barroso), do distrito de Vila Real. A área geográfica de produção da abóbora e de transformação e acondicionamento engloba apenas o concelho de Montalegre.

História: O isolamento geográfico da região do Barroso fez com que a dieta regional estivesse essencialmente limitada à produção local. A antiguidade e importância da criação de porcos são testemunhadas pelas referências feitas em vários forais relativos aos tributos dos suínos e seus produtos, entre os quais o foral de Montalegre. Para poder ser consumida durante todo o ano desenvolveram-se formas de conservar a carne de porco, que se tornaram numa arte ancestral transmitida de geração em geração.

Agrupamentos de produtores:

Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã

Descrição: Designa-se por Pastel de Chaves o produto de pastelaria, em forma de meia-lua, constituído por massa finamente folhada, recheada com um preparado à base de carne de vitela picada.

Apresenta-se em dois tamanhos diferentes, cozido ou pré-congelado. Ao corte vertical, a massa apresenta um conjunto de lâminas muito finas, o que confere ao pastel um aspeto finamente folhado. A porção superior da massa apresenta uma cor amarelo-dourado que contrasta com a porção inferior levemente humedecida e escurecida pelo picado de carne. Numa posição central surge o recheio que apresenta um aspeto heterogéneo, resultante dos diversos ingredientes que o compõem, sendo reconhecíveis pedaços de carne e de cebola.

Método de produção:

Preparação do recheio: Este é um processo em que o saber fazer é determinante na avaliação do estado “ótimo” de coesão e macieza do recheio, feito essencialmente de forma empírica, com base na experiência e conhecimento do pasteleiro.

Preparação da massa, colocação do recheio e armar do pastel: Estes processos são bem reveladores do saber fazer dos pasteleiros já que exigem enorme habilidade e destreza manual para obter pastéis em forma de meia-lua, de dimensão uniforme, com o aspeto finamente folhado e a textura firme e estaladiça tão caraterística.

Pré-congelação: Após armar o Pastel de Chaves em forma de meia-lua, alguns pasteleiros procedem à imediata pré-congelação. Este processo realiza-se nas unidades de produção para evitar manipulações indesejáveis e diminuir a possibilidade de contaminações microbiológicas.

Características particulares: A forma singular em meia-lua, a cor dourada e textura firme e estaladiça da massa e o seu sabor e aroma inconfundíveis que resultam da fusão dos sucos do recheio com a massa folhada libertados durante o processo de cozedura – que o distinguem, claramente, de quaisquer outros do mesmo género.

Área de produção: A área geográfica de produção do Pastel de Chaves corresponde à área administrativa do concelho de Chaves.

História: O Pastel de Chaves é o resultado direto do saber fazer requerido para a preparação do recheio e da massa folhada, cuja “história remonta a 1862, quando uma vendedora, cuja origem se desconhece, percorria a cidade com uma cesta contendo uns pastéis de forma estranha e cuja quantidade não era suficiente para saciar os flavienses. Com tal escassez, e para satisfação da gula transmontana, a fundadora da Casa do Antigo Pasteleiro, Sr.ª D.ª Teresa Feliz Barreira, terá oferecido uma libra pela receita de tão gostosa iguaria” (Revista Unibanco, janeiro / fevereiro 2004).

Agrupamento de produtores:

ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega

Descrição: O Presunto de Barroso IGP é um presunto (ou pá) obtido a partir da perna de porcos abatidos entre os 16 e 18 meses de idade, alimentados de forma natural, essencialmente através dos subprodutos da exploração e dos restos da alimentação da família. Tem uma cor entre o vermelho-sangue a vermelho-acastanhado, apresentando a gordura uma tonalidade branco-suja. Comercialmente pode apresentar-se inteiro, com osso, ou em porções desossadas (partes ou fatias).

Método de produção: O presunto e a pá permanecem na salga durante duas a quatro semanas. Após este período, a carne é fumada durante duas semanas a três meses, essencialmente com a utilização de lenha da região.

Características particulares: A produção de Presunto de Barroso IGP depende em muito do clima frio e seco desta região, que obriga a que cada casa tenha sempre a sua lareira acesa, o que proporciona condições de fumagem únicas, caracterizadas por um fumo pouco intenso e gradual.

Área de produção: A área geográfica de produção de Presunto de Barroso IGP engloba os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre (área tradicionalmente designada por Barroso), do distrito de Vila Real.

História: O isolamento geográfico da região do Barroso fez com que a dieta regional, constituída principalmente por pão, batata e carne de porco, estivesse essencialmente limitada à produção local. A antiguidade e importância da criação de porcos são testemunhadas pelas referências feitas em vários forais relativos aos tributos dos suínos e seus produtos, entre os quais o foral de Montalegre. Para poder ser consumida durante todo o ano desenvolveram-se formas de conservar a carne de porco que rapidamente se tornaram numa arte ancestral transmitida de geração em geração.

Agrupamento de produtores:

Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã

Descrição: O Salpicão de Barroso-Montalegre IGP é um enchido fumado, cilíndrico, com cerca de 4 a 8 cm de diâmetro e 10 a 20 cm de comprimento, de cor castanha clara, obtido à base de carnes de porcos da raça Bísara ou com 50% de sangue Bísaro, condimentadas com sal, alho, vinho, colorau picante e/ou colorau doce.

Método de produção: As carnes do lombo e do lombinho são cortadas em pedaços grandes e condimentadas, permanecendo em repouso até 8 dias, a menos de 10 °C, em local com pouca humidade, após o que se adiciona o colorau e se procede ao enchimento. A fumagem é feita com lume brando (fundamentalmente a partir de lenha de carvalho) e dura cerca de 30 dias. Apresenta-se no mercado em peças inteiras pré-embaladas.

Características particulares: A produção de Salpicão de Barroso-Montalegre IGP depende em muito do clima frio e seco desta região, que obriga a que cada casa tenha sempre a sua lareira acesa, o que proporciona condições de fumagem únicas, caracterizadas por um fumo pouco intenso e gradual.

Área de produção: A área geográfica de produção da carne engloba os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre (área tradicionalmente designada por Barroso), do distrito de Vila Real. A área geográfica de transformação e acondicionamento engloba apenas o concelho de Montalegre.

História: O isolamento geográfico da região do Barroso fez com que a dieta regional, constituída principalmente por pão, batata e carne de porco, estivesse essencialmente limitada à produção local. A antiguidade e importância da criação de porcos são testemunhadas pelas referências feitas em vários forais relativos aos tributos dos suínos e seus produtos, entre os quais o foral de Montalegre. Para poder ser consumida durante todo o ano descobriram-se formas de conservar a carne de porco, que rapidamente se tornaram numa arte ancestral transmitida de geração em geração.

Agrupamento de produtores: Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã

 

Descrição: A Sangueira de Barroso-Montalegre IGP é um enchido fumado, em forma de ferradura, com cerca de 3 cm de diâmetro, obtido à base de carne, gordura e sangue de porcos da raça Bísara (ou com 50% de sangue Bísaro) e pão de trigo, condimentados com sal, alho, vinho, colorau picante e/ou doce, salsa, cebola e azeite. De cor preta e aspeto rugoso, é constituído por uma pasta mole e seca na qual se podem aperceber pedaços de carne.

Método de produção: Escorre-se o sangue do porco, junta-se água, condimenta-se com sal e alho e deixa-se em repouso. O pão de trigo é cortado em fatias finas. As carnes gordas são cortadas em pedaços pequenos e condimentadas com sal, vinho e alho, permanecendo em repouso por um período até 3 dias, em local fresco e pouco húmido. Misturam-se as carnes com o pão e o sangue e adiciona-se o colorau picante e/ou doce, salsa picada, cebola picada e azeite cru. Procede-se em seguida ao enchimento, atando-se o enchido de forma a assumir a forma de ferradura. A fumagem é feita com lume brando (fundamentalmente a partir de lenha de carvalho) e dura cerca de 3 a 4 dias. Apresenta-se no mercado em peças inteiras pré-embaladas.

Características particulares: A produção de Sangueira de Barroso-Montalegre IGP depende em muito do clima frio e seco desta região, que obriga a que cada casa tenha sempre a sua lareira acesa, o que proporciona condições de fumagem únicas, caracterizadas por um fumo pouco intenso e gradual.

Área de produção: A área geográfica de produção da carne e da gordura engloba os concelhos de Boticas, Chaves e Montalegre (área tradicionalmente designada por Barroso), do distrito de Vila Real. A área geográfica de transformação e acondicionamento engloba apenas o concelho de Montalegre.

 

História: O isolamento geográfico da região do Barroso fez com que a dieta regional, constituída principalmente por pão, batata e carne de porco, estivesse essencialmente limitada à produção local. A antiguidade e importância da criação de porcos são testemunhadas pelas referências feitas em vários forais relativos aos tributos dos suínos e seus produtos, entre os quais o foral de Montalegre. Para poder ser consumida durante todo o ano descobriram-se formas de conservar a carne de porco, que rapidamente se tornaram numa arte ancestral transmitida de geração em geração.

Agrupamento de produtores: Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã