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DOP – Denominação de Origem Protegida

Uma DOP é um nome geográfico ou equiparado que designa e identifica um produto originário desse local ou região, cuja qualidade ou características se devem essencial ou exclusivamente ao meio geográfico específico, incluindo fatores naturais e humanos, cujas fases de produção têm lugar na área geográfica delimitada.

Fonte: https://tradicional.dgadr.gov.pt/

Descrição: Azeite virgem extra e azeite virgem produzido a partir das variedades de azeitona Verdeal transmontana, Madural, Cobrançosa, Cordovil e outras.

Método de produção: Os olivicultores de Trás-os-Montes têm estado entre os que mais têm cuidado do cultivo da oliveira e da apanha manual da azeitona nas melhores condições possíveis. Na “Terra Quente” de Trás-os-Montes, pelo seu rendimento, a oliveira é ainda hoje considerada uma árvore sagrada.

Características particulares: O azeite de Trás-os-Montes é um azeite equilibrado, com cheiro e sabor a fruto fresco, por vezes amendoado e, com uma sensação notável de doce, verde, amargo e picante, características que o fazem distinguir dos demais azeites do país.

Área de produção: O Azeite de Trás-os-Montes DOP é produzido na região Transmontana, nos concelhos de Mirandela, Vila Flor, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Vila Nova de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e algumas freguesias dos concelhos de Valpaços, de Murça, de Moncorvo, do Mogadouro, de Vimioso e de Bragança.

História: O consumo de azeite em Trás-os-Montes remota à Antiguidade. A plantação de olivais em Mirandela deve datar da primeira metade do século XVI. Em 1894 a produção chegou aos 776 quilolitros e em 1896 já existiam 12 lagares de azeite, na vila de Mirandela. Em 1903 o azeite desta região ganhou a medalha de prata na Exposição Agrícola.

Agrupamento de produtores: AOTAD – Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro

Descrição: A carne de Borrego Terrincho DOP, obtida a partir de animais da raça Churra da Terra Quente (popularmente designada de “terrincha”), é de cor muito clara, tenra, com gordura quase ausente e ainda com sabor a leite. Comercialmente, o Borrego Terrincho DOP apresenta-se em carcaças ou peças embaladas e refrigeradas. As carcaças só podem ser apresentadas nos meses de novembro, dezembro, janeiro, março, abril, junho, julho e agosto.

Método de produção: A alimentação dos borregos é feita à base de leite materno, podendo ser suplementada, a partir da 2ª semana, com feno e pastagens naturais. As mães estão sujeitas a um maneio alimentar tradicional. Os borregos são abatidos ao desmame, que se verifica da 3ª à 4ª semana de vida, devendo os animais apresentar um peso vivo inferior a 12 kg.

 

Características particulares: A Churra da Terra Quente é uma raça mediolínea de tripla aptidão: carne, leite e lã. Sendo o seu leite utilizado na produção do Queijo Terrincho DOP, a produção de carne centrou se na valorização dos borregos de leite, acabando estes por se tornar presença central na gastronomia local.

Área de produção: A área de produção do Borrego Terrincho DOP, situada na região denominada de Terra Quente e Vale do Douro Superior, coincide com a área geográfica do Queijo Terrincho DOP. Ocupando cerca de 4000 km2, engloba grande parte do distrito de Bragança (concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Vila Flor, parte dos concelhos de Macedo de Cavaleiros e de Valpaços), bem como alguns territórios dos distritos da Guarda (concelho de Vila Nova de Foz Côa, parte dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e de Mêda) e de Viseu (parte do concelho de São João da Pesqueira).

História: A especificidades edafoclimáticas e culturais da Terra Quente e Vale do Douro Superior (clima seco, solos em geral pouco profundos e xistosos, vastos montes e terrenos de pousio, vastas áreas de vinha, olival, amendoal e suas consociações) levaram a que as suas populações tenham desde sempre procurado no pastoreio um complemento para a atividade agrícola. Atendendo à sua facilidade de ajustamento à região, a raça Churra da Terra Quente (resultante do cruzamento das raças Mondegueira e Badana) foi, ao longo dos anos, ganhando proeminência no efetivo ovino da região. Datam do período medieval as primeiras referências ao uso do termo “churra” para designar ovinos que não possuem lã fina.

Agrupamento de produtores: OVITEQ – Cooperativa dos Produtores de Carne de Ovinos da Terra Quente, C.R.L

Descrição: A carne de Cabrito Transmontano DOP, obtida a partir de animais da raça Serrana, diferencia-se pela sua qualidade organolética, designadamente a palatibilidade, ternura e suculência. Comercialmente, apresenta-se em carcaças inteiras, metades, quartos ou qualquer porção, refrigerada ou congelada, obrigatoriamente acondicionada (exceto no caso das carcaças inteiras e metades) e rotulada.

Método de produção: A alimentação dos animais é efetuada sobretudo à base da vegetação espontânea existente nos baldios, incultos e pousios. Os cabritos são alimentados à base de leite materno, sendo abatidos ao desmame, que ocorre entre os 30 e os 90 dias de vida. A carcaça deverá pesar entre 4 e 9 kg.

Características particulares: A alta qualidade da carne do Cabrito Transmontano DOP está intimamente relacionada com a sua dieta variada e completamente natural. O leite das progenitoras é usado para produzir o Queijo de Cabra Transmontano DOP.

Área de produção: Ocupando cerca de 5610 km2, a área de produção do Cabrito Transmontano DOP engloba os concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada á Cinta, Mogadouro, Vimioso e parte do concelho de Bragança (distrito de Bragança), bem como os concelhos de Alijó, Valpaços e Murça (distrito de Vila Real).

História: A antiguidade da raça Serrana na região, bem como a sua perfeita adaptação às condições agroecológicas aí existentes, contribuíram para que o Cabrito Transmontano se evidenciasse e diferenciasse pela qualidade organolética da sua carne, estabelecendo se, ao longo dos tempos, como um dos referenciais maiores da gastronomia tradicional transmontana.

Agrupamento de produtores: CAPRISSERRA – Cooperativa de Produtores de Cabrito da Raça Serrana, CRL

Descrição: A Carne Barrosã DOP é obtida a partir de bovinos da raça Barrosã, que embora deva o seu nome ao planalto do Barroso, iniciou a sua expansão no Minho. Trata-se de uma carne de gordura branca a branca suja, conforme se trate de vitela ou animal adulto. Possui cor rosada a vermelha escura.

Método de produção: Os bovinos são criados em pequenas explorações familiares, com acesso a pastagens naturais e forragens.

O seu método de produção depende do local de origem: no Planalto do Barroso, estes animais são alimentados essencialmente à base de feno de culturas da região, enquanto que no Minho são alimentados com forragens verdes, palhas de milho e azevém.

Características particulares: Os bovinos da raça Barrosã possuem cor castanho clara e tamanho médio. Tornaram-se mais resistentes que outras raças da região, sendo bastante conhecidos pela sua carne de qualidade, sabor e ternura.

A Carne Barrosã DOP pode apresentar-se como: “carne de vitela”, quando os animais são abatidos entre os 5 e os 9 meses de idade e peso entre os 70 e 130 kg; “carne de novilho”, quando possuem entre 9 a 36 meses, com peso mínimo de 130 kg; por último, “carne de vaca”, carcaça de animais abatidos entre os 3 e os 4 anos de idade, com peso mínimo de 130 kg.

Área de produção: A área geográfica de produção da Carne Barrosã DOP abrange os concelhos de Amares, Braga, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Fafe, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Terras do Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde do distrito de Braga; os concelhos de Felgueiras e Paços de Ferreira do distrito do Porto; os concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Monção, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença do distrito de Viana do Castelo e os concelhos de Boticas e Montalegre do distrito de Vila Real.

História: A raça bovina Barrosã é descendente de espécies Mauritarianas, provenientes do Norte de África, trazidas para Portugal ainda antes da nacionalidade do país (1143).

Estes bovinos tornaram-se na segunda raça existente em maior número no país, chegando a ser exportada para Inglaterra no século XX.

Contudo, com a introdução de novas linhagens como a Ibérica e a Aquitana o seu habitat ficou restrito às regiões do Planalto do Barroso e do Minho.

Agrupamento de produtores: CAPOLIB – Cooperativa Agrícola de Boticas CRL

Descrição: A Carne de Bísaro Transmontano / Carne de Porco Transmontano DOP é proveniente de leitões (abatidos até aos 45 dias de vida) ou de machos castrados ou fêmeas (abatidos a partir dos 8 meses) da raça Bísara, criados de modo tradicional. Os leitões têm um peso de carcaça até 12 kg, os animais têm um peso de carcaça a partir dos 60 kg. Comercialmente pode apresentar-se em carcaças ou hemicarcaças, ou então em peças inteiras ou desmanchadas embaladas em vácuo.

Método de produção: Os animais são criados num sistema semiextensivo, tradicional, à base de produtos e subprodutos da agricultura local. As explorações têm que ter área suficiente quer para produzir os alimentos para os animais quer para parques de recreio e pastagem. A estabulação apenas ocorre durante o Inverno. Em outubro e novembro os criadores levam os seus animais para os soutos, aproveitando a castanha caída no chão. A alimentação é diversificada, dependendo das colheitas anuais e tendo por base uma mistura de cereais (normalmente trigo, milho, centeio, aveia) suplementada com hortícolas, fruta diversa, cereais em verde, castanhas, etc.

Características particulares: Quando grelhada, a Carne de Bísaro Transmontano / Carne de Porco Transmontano DOP tem sabor muito característico, inerente ao modo de produção e ao tipo de alimentação do animal.

Área de produção: Ocupando 10.936 km2, a área geográfica de produção Carne de Bísaro Transmontano / Carne de Porco Transmontano DOP compreende os distritos de Bragança e de Vila Real.

História: A antiguidade e importância da criação de porcos nesta região são testemunhadas pela existência de várias esculturas zoomórficas pré-cristãs e pelas referências feitas a estes animais em vários Forais de Municípios da região relativos aos tributos dos suínos e seus produtos. A criação de porcos bísaros assume uma importância determinante quer para a manutenção dos sistemas de produção tradicionais, quer para a economia «familiar» das pequenas explorações. Os animais, criados em regime extensivo, estão particularmente bem adaptados à rusticidade da região, ao clima agreste e aos alimentos locais.

Agrupamento de produtores: ANCSUB – Associação Nacional de Criadores de Suínos da Raça Bísara

 

Descrição: A Carne Maronesa DOP é obtida a partir de bovinos da raça Maronesa, provenientes da área delimitada pelas serras do Marão, Alvão e Padrela.

Trata-se de uma carne de gordura branca a branco marfim, conforme se trate de vitela ou animal adulto. O músculo possui cor rosa a vermelha escura, também de acordo com a idade do animal.

Método de produção: Os bovinos são criados em sistema de agricultura tradicional, servindo como meio de fertilização aos solos.

O regime de maneio tal como a dieta dependem da idade dos animais.

Assim, as crias são alimentadas exclusivamente de leite materno até aos 2/3 meses. Após este período é adicionado feno, farinha de milho, simples ou misturada com batatas e erva tenra.

Já os animais adultos encontram-se em regime misto de alimentação. Estes são alimentados maioritariamente ao ar-livre, mas também em estábulo, quando as condições atmosféricas se encontram mais adversas à reprodução de pastagens.

Características particulares: A raça Maronesa define-se como uma raça de montanha, primitiva, natural, e rústica. Tem como principais particularidades físicas a pelagem castanha escura a negra e o tufão de cabelo na cabeça, de cor mais clara. Estes bovinos são responsáveis pelo aroma simples e delicado, extremamente saboroso e suculento da carne Maronesa DOP.

Esta pode apresentar-se como: “carne de vitela”, quando os animais são abatidos entre os 5 e os 9 meses de idade e peso entre os 75 e 130 kg; “carne de novilho”, quando possuem entre 9 a 24 meses, com peso mínimo de 130 kg; por último, “carne de vaca”, carcaça de animais abatidos entre os 2 e os 4 anos de idade, com peso compreendido entre os 200 e os 300 kg.

Área de produção: A área geográfica de produção da Carne Maronesa DOP abrange os concelhos de Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Vila pouca de Aguiar, Vila Real, Amarante, Boticas, Chaves, Montalegre, Murça e Valpaços, nos distritos de Vila Real e Braga.

História: As primeiras referências bibliográficas feitas à raça bovina Maronesa datam meados do século XIX (1835). Visconde Vilarinho descreve a região que dá o nome à raça (Serra do Marão) como uma das mais hostis do país, onde mais nenhuma raça conseguiria ser introduzida.

Agrupamento de produtores: Agrupamento de Produtores de Carne Maronesa

Descrição: Entende-se por “Castanha da Padrela DOP” o fruto obtido a partir do castanheiro (Castanea sativa Mill). A principal variedade que constitui a “Castanha da Padrela DOP” é a variedade Judia, sendo também consideradas as variedades Lada, Negral, Côta, Longal e Preta. Podem também beneficiar do uso da denominação “Castanha da Padrela DOP”, as castanhas apresentadas na forma pilada, congelada, confitada ou em calda.

Método de produção: Os agricultores dedicam-se com entusiasmo à sua cultura, porque há muito que a qualidade deste produto os prestigia. A recolha dos frutos é feita do chão, não podendo ser usado nenhum método mecânico, ou outro, que force a queda dos frutos da árvore a fim da maturação ser completa, decorrente da natural abertura dos “ouriços”. Apenas são colhidas as castanhas inteiras, sãs, não germinadas, isentas de insetos, de humidade exterior e de aroma ou sabor estranhos. O acondicionamento da castanha deverá ser sempre efetuado em local seco, arejado e com boas condições de higieno-sanitárias, não podendo haver mais de 10 % de frutos de cultivares diferentes da principal num mesmo lote.

 

Características particulares: Castanha de casca raiada, com boa aptidão para o descasque.

Área de produção: A área geográfica de produção (produção, tratamento e acondicionamento) está circunscrita às freguesias de Loivos, Moreiras, Nogueira da Montanha, Póvoa de Agrações, Santa Leocádia e São Julião de Montenegro, do concelho de Chaves, à freguesia de Jou, do concelho de Murça, às freguesias de Águas Revés e Castro, Alvarelhos, Algeriz, Canavezes, Carrazedo de Montenegro, Curros, Ervões, Friões, Padrela e Tazem, Rio Torto, Sanfins, Santa Maria de Emeres, Santiago da Ribeira de Alhariz, São João de Corveira, Serapicos, Tinhela e Vales, Virandelo, do concelho de Valpaços e freguesias de Valoura, Vreia de Bornes, Bornes de Aguiar e Tresminas, do concelho de Vila Pouca de Aguiar.

História: A presença do castanheiro em Trás-os-Montes é milenar, sendo aí cuidado como em mais nenhuma parte do mundo, tendo-se estabelecido entre esta árvore e o povo desta região, laços de interdependência por a castanha ter representado uma das principais fontes alimentares. Para comprovação, basta a referência de José Mattoso ao facto desta castanha ter servido para pagamento de rendas de terras, no século XIII.

Agrupamento de produtores: Associação Regional dos Agricultores das Terras de Montenegro

Descrição: Designa-se por Castanha da Terra Fria DOP os frutos obtidos a partir do castanheiro (Castanea sativa Mill), das variedades Longal, Judia, Côta, Amarelal, Lamela, Aveleira, Boa Ventura, Trigueira, Martaínha e Negral. Cada lote é constituído por 85% de uma das variedades podendo os restantes 15% ser completados por uma das outras variedades mencionadas. Podem também beneficiar do uso da denominação as castanhas piladas, congeladas, confitadas ou em calda.

Método de produção: A produção do fruto e a respetiva colheita são as fases específicas da área geográfica delimitada. A recolha dos frutos é feita do chão não podendo ser usado nenhum método mecânico ou outro para forçar a queda dos frutos da árvore a fim de se completar a maturação. Os frutos são recolhidos por variedade e juntos em lotes.

Características particulares: A Castanha da Terra Fria DOP apresenta uma forma elíptica alongada, cor castanha avermelhada, brilhante com linhas escuras e longas. Um kg contém entre 70 a 95 castanhas. Apresenta um sabor intenso.

Área de produção: A área geográfica de produção da Castanha da Terra Fria DOP está delimitada do ponto de vista administrativo a algumas freguesias dos concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Valpaços, Vimioso e Vinhais, dos distritos de Vila Real e Bragança.

História: A história da Castanha da Terra Fria DOP encontra-se intimamente ligada à área geográfica. O castanheiro é uma das principais árvores que crescem nesta região e desde sempre tem sido importante para a sobrevivência da população rural local, não sendo atualmente apenas uma fonte de alimentos, mas representa um importante papel na economia local. A castanha era já uma fonte importante de alimento na época romana, uma vez que a batata só foi introduzida em Portugal depois de 1789.

Agrupamento de produtores: Cooperativa Soutos os Cavaleiros

Descrição: Entende-se por Cordeiro Bragançano DOP a carne de ovinos da raça Churra Galega Bragançana abatidos com três a quatro meses de idade, nascidos e criados num sistema de exploração extensivo tradicional. Trata‑se de uma carne muito tenra, particularmente suculenta, macia, e com uma gordura consistente e não exsudativa. O peso médio da carcaça estimado será entre 10 a 12 kg.

Método de produção: A base da alimentação dos cordeiros é o leite materno. Esta alimentação poderá ser suplementada a partir dos dois meses de idade com recurso a forragens tradicionais. Na alimentação dos animais está interdito o uso de produtos que possam interferir no seu crescimento e desenvolvimento (hormonas, antibióticos, sulfamidas, anabolizantes, etc.).

Características particulares: A particularidade do Cordeiro Bragançano DOP prende-se com a raça, a sua a alimentação e o maneio. O pastoreio extensivo na maior parte do ano leva os animais a apresentarem um nível de gordura equilibrado na carne, músculo firme e um marmoreado uniforme de gordura.

Área de produção: Ocupando uma região agro ecológica designada Terra Fria Transmontana, a área geográfica de produção do Cordeiro Bragançano DOP compreende os concelhos de Bragança e Vinhais.

 

História: A raça Churra Galega Bragançana é tão antiga como a história da pecuária de Trás-os-Montes. Os fatores que contribuíram para diferenciar a raça Churra Galega Bragançana da raça Churra Galega Mirandesa foram as diferenças nas condições agro-ecológicas que se verificam na Terra Fria Transmontana, nomeadamente entre a Montanha e o Planalto Mirandês. Foram os celtas que cruzaram as ovelhas autóctones com os carneiros que traziam, obtendo assim o primitivo tronco churro, do qual deriva também a raça Churra Galega Bragançana. É uma raça muito rústica e bem adaptada às condições geográficas e climatéricas da Terra Fria Transmontana.

Descrição: O Mel da Terra Quente DOP é um mel produzido pela espécie de abelhas Apis mellifera Iberica normalmente encontrada na zona de Terra Quente, no Nordeste de Portugal. O néctar é recolhido da flora mediterrânea, típico desta região montanhosa onde a urze, o eucalipto, a alfazema, a giesta e, especialmente, o rosmaninho dominam a vegetação natural.

Método de produção: O Mel da Terra Quente DOP é produzido principalmente em terrenos não cultivados, por vezes cercados com paredes de pedra. As colmeias não devem estar a mais de 1.000 m de madeiras de eucalipto. O mel deve ser extraído entre julho e setembro, quer seja pela pressão ou método tradicional. A extração e a filtração devem ser efetuadas dentro da área de produção a uma temperatura máxima de 45 °C.

Características particulares: A elevada quantidade de pólen de alecrim no Mel da Terra Quente DOP (que deve, em todos os casos, ser de pelo menos 15%) contribui para o sabor particular e distintivo deste mel.

Área de produção: O Mel da Terra Quente DOP é produzido nos concelhos de Mirandela, Vila Flor, Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Carrazeda de Anciães, Vila Nova de Foz Côa e Valpaços e no distrito de Bragança.

História: A produção do Mel da Terra Quente DOP resulta da longa tradição e da elevada reputação que o mel produzido neste Nordeste de Portugal sempre teve. A presença de colmeias abandonadas antigas e a óbvia experiência apícola encontrada entre os habitantes locais tornam muito evidente que a apicultura nesta área remonta há muito no passado. As referências oficiais a esta variedade de mel encontram-se em documentos que datam da primeira metade do século XVIII.

Agrupamento de produtores: Cooperativa de Produtores de Mel da Terra Quente e Frutos Secos, C. R. L.

Descrição: Mel produzido pela abelha Apis mellifera mellifera (sp. Ibérica) em é região montanhosa, com flora característica. É um mel de néctar de flores, em que se encontra maioritariamente pólen das Ericáceas que fazem parte da flora melífera regional. Para além da urze (Erica wnblaia também conhecida na região como “queiró”), podemos encontrar a Erica ieíraiix, Erica cinerea, Erica arbórea, Erica vaquans, Erica ciliares e Calnna vulgaris.

Método de produção: A raça de abelhas local, Apis mellifera mel&fera (sp. Ibérica) é a única autorizada nos apiários.

Em colmeias móveis de apiários instalados dentro da área descrita.

O apicultor deverá ter no mínimo 20 colmeias registadas.

O apicultor deverá possuir um registo por apiário onde explicite as operações de maneio efetuadas em cada colmeia. As datas de compra ou povoamento das colmeias bem como de tratamentos sanitários, alimentação, colocação de alças e cresta terão de fazer parte deste registo.

A transumância das colmeias apenas é permitida dentro da área demarcada e é sujeita a autorização prévia. Caso algum apicultor faça transumância para fora da zona de produção apenas poderá inscrevê-las novamente como produtoras de Mel das Terras Altas do Minho DOP após um ano do seu retorno.

Os apiários de produção de Mel das Terras Altas do Minho DOP não poderão estar instalados a menos de 1.000 metros de áreas de produção florestal de eucalipto. Não é permitida a alimentação artificial das colónias de abelhas. Só podem ser acrescentados quadros de alças completamente operculados ou melários. A cresta efetua-se entre 15 de julho e 15 de setembro, e de preferência pelo sistema de pressão de ar ou pelo sistema tradicional de escova de abelha. Não são permitidos repelentes. Todas as fases de extração e decantação do mel são efetuadas dentro da área de produção e a temperatura que não ultrapassam os 45 ºC.

Características particulares: Este mel, de cor acentuadamente escura, é particularmente rico em alguns sais minerais e apresenta níveis de cristalização médios e regulares. O Mel das Terras Altas do Minho DOP tem tendência natural para cristalizar o que é garantia da sua pureza e qualidade, pelo que só poderá ser comercializado no estado fluído (pastoso) ou sólido (cristalizado).

Área de produção: A produção do Mel das Terras Altas do Minho DOP é feita nas regiões de montanha da parte noroeste do país.

Estas regiões de montanha apresentam altitudes que variam entre os 400 e os 1545 metros. Zona do país com maior índice de pluviosidade, cheia de rios e ribeiros, apresenta recortes naturais que originam locais de abrigo excelentes para o desenvolvimento das colónias de abelhas.

Os solos graníticos, aliados às condições de altitude e de humidade apresentam um manto vegetal onde as urzes (Érica sp.) são espécies melíferas principais.

A área geográfica de produção do mel (produção, extração e acondicionamento) abrange os concelhos de Amares, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho, Vila Verde, Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Amarante, Baião, Paredes, Marco de Canaveses, Arouca, Castelo de Paiva, Resende, Cinfães e Vale de Cambra.

Abrange também as freguesias de Friande, Pinheiro, Sendim, Jugueiros, Santão e Vila Verde do concelho de Felgueiras; as freguesias de Covelo, Foz do Sousa, Medas, Meires e Lomba do concelho de Gondomar; as freguesias de Canelas, Capela, Luzim, Abragão, Castelões, S. Mamede de Recezinhos, S. Martinho de Recezinhos, Sebolido, Rio Mau e Vila Cova do concelho de Penafiel; as freguesias de Canado, Romariz, Louredo e Vale do concelho de Vila da Feira; as freguesias de Cesar, Fajões, Carregosa, Macinhatade Seixa, Nogueira, Nogueira do Cravo, Ossela, Pahnaz, Pindelo, Travanca e Vila Chã de S. Roque do concelho de Oliveira de Azeméis.

História: Este mel é procurado desde sempre por pessoas de outros pontos do pais. Aplicado a nível terapêutico aparece particularmente utilizado como adoçante e produto da culinária regional.

São enormes os vestígios físicos, escritos e mesmo orais do potencial produtivo de mel e cera na região e a sua ligação com os costumes e hábitos dos residentes ou mesmo com os animais domésticos ou selvagens que aqui existiam.

Uma das indicações mais antigas surge no século XII onde os habitantes da antiga freguesia de Freitas, hoje lugar de freguesia de Covide, concelho de Terras de Bouro, deviam anualmente pagar ao rei dois quarteiros (200 kg) de cera de abelha. Também no reinado de D. Afonso III se referia que os habitantes de Cabana Maior deviam pagar ao rei pela posse da herdade de Meendo uma “escudela de favos de mel pelo Saneio Johanne”.

Os antigos colmeais, chamados silhas ou muros, são os locais onde eram colocados os cortiços. A colocação e exposição destas silhas em locais fundos abrigados dos ventos e com exposição sul nascente revelam a mestria e os conhecimentos apícolas dos seus proprietários.

Estas silhas evoluíram quer na robustez de construção quer na altura, em função dos animais que existiam na região. Assim, até ao desaparecimento do urso nesta região, as silhas eram construídas em parede dupla, com os muros ligeiramente inclinados para fora e com a fiada superior ligeiramente saída e com uma altura sempre superior aos 2,80 metros.

Descrição: O Mel de Barroso DOP é um mel produzido pela abelha local Apis mellifera (sp. iberica). O néctar tem origem no pólen das ericáceas que predominam na flora melífera regional. Este mel é um produto completamente natural e não sofreu nenhum processo industrial pelo que tende a cristalizar muito facilmente, especialmente em temperaturas frias.

Método de produção: As colmeias não podem estar a menos de 1.000 m de madeiras de eucalipto. O mel é extraído de julho a setembro quer seja pela pressão ou método tradicional. A extração e a filtração só podem ser efetuadas na mesma zona em que o mel é produzido e a uma temperatura não superior a 45 ° C.

Características particulares: O Mel do Barroso DOP é de cor escura e tem um sabor e aroma que refletem a flora regional, onde a urze predomina.

Área de produção: Limitada aos concelhos de Boticas, Chaves, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar e às freguesias de Jou e Valongo de Milhais, do concelho de Murça, do distrito de Vila Real.

 

História: A produção do Mel do Barroso DOP está consagrada pelo uso face, designadamente, às referências físicas, escritas e mesmo orais, que datam de há muito tempo e ao potencial produtivo da região e à importância do mel e da abelha nos brasões e toponímia da região.

Agrupamento de produtores: CAPOLIB – Cooperativa Agrícola de Boticas C. R. L.

Descrição: O Queijo de Cabra Transmontano DOP é obtido a partir de leite cru de cabra, de raça Serrana. Trata-se de um queijo curado, de pasta extra-dura de cor branca uniforme.

Método de produção: Para a obtenção do Queijo de Cabra Transmontano DOP ocorre a filtração do leite e o seu aquecimento até aos 35 ⁰C. De seguida, o leite é coalhado com coalho animal. A coalhada resultante é colocada nos cinchos e pressionada manualmente, de forma a remover todo o soro.

Após o corte, os queijos são salgados e deixados a amadurecer, no mínimo 60 dias, à temperatura entre 5 a 18 ⁰C e humidade relativa de 70 a 85%. São efectuadas viragens e lavagens periódicas.

Características particulares: As particularidades do Queijo de Cabra Transmontano DOP devem-se, à sua produção artesanal e pouco modificada ao longo dos anos e, ainda, às características do leite utilizado. As dimensões deste produto são de 12 a 19 cm de diâmetro e peso de 600 a 900 g. Possui um aroma agradável e intenso, e sabor limpo ligeiramente picante.

Área de produção: A área geográfica de produção do Queijo de Cabra Transmontano DOP abrange os concelhos de Mirandela, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro do distrito de Bragança; os concelhos de Valpaços e Murça do distrito de Vila Real.

História: O consumo de queijo de Cabra Transmontano DOP ocupa, desde longa data, um papel crucial na região de Trás-os-Montes.

Um estudo elaborado na região Norte chega mesmo a defender que este produto tem vindo a representar uma parcela acentuada da economia e na alimentação (principalmente da povoação mais desfavorecida) dos habitantes de Trás-os-Montes.

Agrupamento de produtores: LEICRAS – Cooperativa de Produtores de Leite de Cabra Serrana, CRL

 

Descrição: O Queijo Terrincho DOP é obtido a partir de leite cru de ovelha da raça Churra da Terra Quente. Trata-se de um queijo curado, de pasta semi-dura a dura (Queijo Terrincho Velho) e de cor branca a amarelada.

Método de produção: Após a ordenha das ovelhas, o leite é filtrado e aquecido até aos 35 ⁰C. Adiciona-se o coalho de origem animal e deixa-se repousar. Após a coagulação, a massa é colocada nos cinchos, onde ocorre o esgotamento da coalhada e consequente remoção do soro.

Os queijos são retirados dos cinchos e salgados, seguindo-se o processo de secagem.

Após estas etapas dá-se a maturação, que compreende 30 dias (com exceção do Queijo Terrincho Velho, em que o período é de 90 dias) à temperatura de 5 a 12 ⁰C e humidade relativa de 80 a 85%. Os queijos são ainda lavados e virados frequentemente.

Características particulares: As características distintivas do Queijo Terrincho DOP devem-se particularmente ao método de criação das ovelhas, em regime extensivo. Sendo criadas sob condições exclusivamente naturais, na área montanhosa da Terra Quente, com acesso a diversas pastagens.

Em relação ao produto, este possui cerca de 13 a 20 cm de diâmetro e peso entre 800 a 1200 g (600 a 1100 g no caso do Queijo Terrincho Velho). Possui sabor e aroma, suave, limpo e característico (forte e característico no caso do Queijo Terrincho Velho).

Área de produção: A área geográfica de produção do Queijo Terrincho DOP abrange os concelhos de Mogadouro, Alfândega da Fé, Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Vila Nova de Foz Côa, Macedo de Cavaleiros, São João da Pesqueira, Valpaços, Meda e Figueira de Castelo Rodrigo, nos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda.

História: A história do Queijo Terrincho DOP encontra-se ligada à raça ovina Churra da Terra Quente, conhecida localmente como Terrincho. Estas foram encontradas no século XIX, na área da Terra Quente e nos vales do Rio Douro, tendo aumentado consideravelmente o seu número.

A primeira referência bibliográfica ocorreu em 1900, por Cincinato da Costa e Luís de Castro, onde é evidenciando a qualidade do leite destas ovelhas.

Agrupamento de produtores: QUEITEC – Cooperativa dos Produtores de Leite de Ovinos da Terra Quente, CRL