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Região do Alto Tâmega

A Região do Alto Tâmega é constituída por seis municípios – Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar – abrange uma área de aproximadamente 2 922 km2 e compreende um total de 94 143 residentes segundo projeções do Instituto Nacional de Estatística (INE) para o ano de 2013.

Este território constitui uma das vinte e três Comunidades Intermunicipais (CIM) nacionais, fazendo fronteira com outras quatro CIM – Cávado, Ave, Douro e Terras de Trás-os-Montes – e a Norte com Espanha, o que coloca a região numa posição privilegiada tendo em vista possibilidades de promoção de relações transfronteiriças, em especial com Orense.

A atividade agrícola e a agroindústria detêm um papel de grande relevo no panorama económico deste território de baixa densidade. Os recursos endógenos de destacada qualidade constituem-se como um dos fatores de diferenciação

destes municípios, sendo de destacar os produtos endógenos de qualidade reconhecida, muitos dos quais com garantia de Denominação de Origem Protegida (DOP) e de Indicação Geográfica Protegida (IGP), entre os quais se destacam a carne, o mel, o azeite, a castanha, a batata, o folar, os produtos de fumeiro e os enchidos, entre outros.

A atividade turística constitui-se como outra das apostas estratégicas do Alto Tâmega, fundada numa oferta de turismo termal e de turismo em espaço rural (TER) que complementa a beleza natural da região, contextualizada por grandes áreas de interesse natural e que lhe conferem um enquadramento privilegiado em termos de biodiversidade e de riqueza paisagística.

Complementarmente, também o património cultural apresenta um papel de relevo no panorama turístico, económico e social do Alto Tâmega. São de destacar neste caso os monumentos nacionais com grande interesse turístico, distribuídos pelos seis concelhos, assim como manifestações culturais diversas como o artesanato e as tradições etnográficas.

Na região, é possível encontrar serras, vales e planaltos, num relevo acidentado que engloba as Serras do Larouco, do Gerês, da Cabreira, do Alvão e da Padrela. A Serra do Larouco é a terceira maior serra de Portugal Continental. Localiza-se em Montalegre e faz fronteira com a Galiza, pertencendo ao sistema montanhoso da Peneda-Gerês, ao qual também pertence a Serra do Gerês, que é a segunda maior serra de Portugal Continental, com 1546 metros, e Serra do Barroso, que, com 1279 metros, é a oitava mais alta serra de Portugal Continental. A Serra do Alvão também dá forma ao relevo do Alto Tâmega e, ainda que comparativamente mais baixa, o seu ponto mais elevado atinge os 1283 metros de altitude, tendo algumas quedas de água que figuram entre as maiores da Europa. Também no sistema montanhoso Alvão-Marão localiza-se a Serra da Falperra com 1134 metros de altitude. A Serra da Padrela não alcança os 1200 metros de altitude e divide-se entre os concelhos de Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. A altitude mínima da região são os 154 m registados em Ribeira de Pena como o local de menor altitude em todos os municípios do Alto Tâmega.

O Alto Tâmega integra uma zona verde formada pelas veigas de Chaves e Vila Pouca de Aguiar, de altitudes compreendidas entre 400 e 750 metros, com solos de excelente capacidade agrícola. Uma zona de planalto, em Boticas, Montalegre e Valpaços, de altitudes compreendidas entre 800 e 1.000 metros, com boas aptidões para pastagens e cereais e uma zona de montanha, em Boticas e Montalegre, com altitudes até aos 1.500 metros com boas aptidões florestais nomeadamente ao longo do vale do rio Tâmega, nos concelhos de Chaves, Boticas e Vila Pouca de Aguiar. É, também, de referir que uma parte do concelho de Montalegre está integrada no Parque Nacional da Peneda-Gerês e parte do concelho de Valpaços integra-se na Terra Quente Transmontana.

Os recursos hídricos têm um papel marcante no território, abrangido por 2 bacias hidrográficas. A mais representativa é a bacia do Douro, através da sub-bacia do rio Tâmega, com cerca de 77% da área em território nacional. A outra bacia é a do Cávado, cujo rio nasce na serra do Larouco. Ao longo destes rios e seus afluentes, estão instaladas várias estruturas de aproveitamento hídrico (seja para fins de produção elétrica, seja para fins de regadio agrícola). Outro elemento importante são as nascentes de águas termais, algumas de elevada temperatura, que claramente distinguem a região no contexto nacional e ibérico.

O rio Tâmega atravessa Chaves, Boticas e Vila Pouca de Aguiar e constitui uma das nove sub-bacias hidrográficas do Douro. Com uma área de 2 646 km2, esta sub-bacia abrange 18 concelhos. É um rio internacional que nasce na província de Ourense em Espanha e entra em Portugal pelo concelho de Chaves. Após um percurso de aproximadamente 150 km desagua no rio Douro em Entre-os-rios (Agência Portuguesa do Ambiente).

O rio Cávado nasce na Serra do Larouco e atravessa Montalegre, para além de outros concelhos fora do Alto Tâmega, até desaguar em Esposende. A região hidrográfica do Cávado, Ave e Leça tem uma área de aproximadamente 3 400 km2 . A sub-bacia do Cávado tem 1 593 km2 de área e abrange 14 concelhos, dois dos quais pertencem ao Alto Tâmega: Boticas e Montalegre.

Ao nível das águas subterrâneas, é possível encontrar várias formações das quais se extrai água através de poços e furos, de central importância para a agricultura local. A zona mais privilegiada de rega situa-se nas áreas marginais do rio Tâmega, a Veiga de Chaves e o Vale do Corgo, em Vila Pouca de Aguiar, que permite a existência de regadios capazes de satisfazer as necessidades de algumas povoações de vários concelhos.

Estes e outros cursos de água têm potenciado a construção de várias barragens na região, tendo em vista o aproveitamento desta fonte renovável e não poluente de energia elétrica. Pela sua capacidade, destacam-se as seguintes grandes hídricas: Barragem do Alto Rabagão, Barragem de Frades, Barragem da Paradela, Barragem de Salamonde e Barragem da Venda Nova. Quando congregadas, a potência instalada destas infraestruturas ultrapassa os 445 megawatts.

A agropecuária e a floresta foram sempre fontes de subsistência e rendimento. A produção dos vários produtos agrícolas e animais de criação doméstica tem marcado ao longo dos anos quer a paisagem, quer as características socioculturais da população. Daí a existência de variedades regionais (hortícolas, frutos), raças autóctones (bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equinos) e produtos transformados largamente reconhecidos (fumeiro, pão, vinho e azeite). O vale do Tâmega é uma das maiores zonas de pinhal-bravo do país e um dos seus produtos, a resina, volta a ter um papel notório na gestão florestal. A região é ainda uma das principais áreas de cultivo do castanheiro para produção de fruto.

Associada à intervenção secular das populações rurais, estão também os espaços naturais onde existem muitas espécies de interesse comunitário, que levaram à classificação de áreas protegidas: Rede Natura 2000 (Zonas de Proteção Especial Serra do Gerês (Montalegre) e Montesinho/Nogueira (Chaves); Sítios de Interesse Comunitário Peneda-Gerês (Montalegre) e Alvão/Marão (Vila Pouca de Aguiar)) e o Parque Nacional da Peneda-Gerês (Montalegre). Pela localização fronteiriça a região confina com o Sítio de Interesse Comunitário do Tâmega (ES1130005), no troço em que o rio é fronteira administrativa com Espanha.

Recentemente a região do Barroso (Boticas e Montalegre) foi classificada pela FAO como sendo Património Agrícola Mundial (GIAHS – Global Important Agricultural Heritage System). Foi um processo iniciado em 2016, desenvolvido pela ADRAT em conjunto com vários atores locais (Município de Boticas, Município de Montalegre, diversas Associações do Barroso, Ecomuseu de Barroso, etc) e que contou com o apoio da Universidade do Minho, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) e o Ministério da Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural, que formalizou a candidatura junto da FAO. Em 2018 foi atribuída a classificação do Sistema Agro-Silvo-Pastoril do Barroso como um sítio GIAHS, sendo este o 3.º na Europa e o 1.º em Portugal.

 

 

Fontes: Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial do Alto Tâmega – CIM AT - Desenvolvimento Local de Base Comunitária Rural GAL ADRAT – Alto Tâmega

Boticas

Caracterização:

Situado na zona noroeste de Portugal, o concelho de Boticas, correspondendo a uma parte da antiga terra do Barroso, pertence ao distrito de Vila Real. Foi criado em 1836, no âmbito da reforma administrativa e da divisão territorial nacional desencadeada pela Segunda Revolução Liberal de 1832. Apesar da fundação do concelho datar do século XIX, muitos são os vestígios que constituem a biografia histórica de Boticas.

Castros pré-históricos e variadíssimos monumentos romanos, como a estrada de Ardãos, são testemunha da presença de antigos povos na região. Uma das mais conhecidas tradições de Boticas tem que ver com o seu vinho, hoje conhecido como “vinho dos mortos”. Conta-se que as populações locais, aquando das invasões francesas, enterraram o seu vinho para evitar o saque, uma prática que continuou até aos dias de hoje.

A região é também conhecida pela sua rica gastronomia tradicional, à base, sobretudo, de pratos típicos confecionados com carne barrosã, que tem a proteção da denominação de origem, já famosa a nível nacional e internacional. A carne de porco merece destaque, sendo um dos alimentos mais relevantes na região.

Pela sua importância, a câmara municipal organiza todos os anos a Feira Gastronómica do Porco, em meados do mês de janeiro, um dos eventos de excelência de toda a região e uma das melhores feiras gastronómicas do país. O certame tem como principais objetivos a promoção da gastronomia do concelho e dos seus pratos tradicionais, impulsionando o desenvolvimento da economia local, contribuindo para uma eficaz valorização divulgação dos produtos da região barrosã.

Atualmente, o concelho é constituído por 10 freguesias: Alturas do Barroso e Cerdedo; Ardãos e Bobadela; Beça; Boticas e Granja; Codessoso, Curros e Fiães Do Tâmega; Covas do Barroso; Dornelas; Pinho; Sapiãos; Vilar e Viveiro.

Informação geral:
Presidente: Fernando Eirão Queiroga
População: 5 747 habitantes (Censos 2011 INE)
Área Geográfica: 322 km2
Web: www.cm-boticas.pt

 História:

Com base nos Livros de Linhagens (Livro Velho 3), Título XXX.º, página 107; na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, página 313 do 4º volume; no Armorial Lusitano, página 88; e no Historial do Apelido de Família do CAPB, o apelido “Barroso”, de raiz toponímica, teve a sua origem nas Terras de Barroso, em Trás-os-Montes. O primeiro que o usou, e que provinha da antiga linhagem dos Guedeões, retirou-o de uma torre no lugar de “Sipiões”, naquela região, da qual foi Senhor.

Foi ele D. Egas Gomes Barroso, filho de D. Gomes Mendes Guedeão e de sua mulher D. Chamôa Mendes de Sousa, ambos tratados no Nobilário do Conde D. Pedro, filho de D. Dinis, onde se vê ainda ser neto de D. Gueda, o Velho.

Foi D. Egas rico-homem dos Reis D. Sancho II e D. Afonso III, tendo ido em 1247, durante o reinado deste último soberano, ao cerco de Sevilha, em auxílio do Rei D. Fernando, o Santo, de Castela. Dos dois filhos de D. Egas vêm duas distintas linhagens: a dos Bastos, descendentes de seu filho segundo, D. Gomes Viegas de Basto, e os Barroso, provenientes do casamento do primogénito Gonçalo Viegas Barroso com D. Maria Fernandes de Lima. Destes ficou vasta geração, a qual manteve o uso do apelido, muitas vezes até por linha feminina. Fixando-se na região de Braga e Barcelos vieram a ser Senhores e administradores de bons Vínculos e Morgados, como os das Quintas da Falperra, do Eixidio, de Oleiros, ou de S. Jorge, que tinha Capela em S. Francisco, no Porto. As armas usadas por esta família são: de vermelho, cinco leões de púrpura, armados e linguados de ouro, cada um carregado de três ou de duas faixas também de ouro.

O concelho de Boticas está situado na parte noroeste de Portugal, província de Trás-os-Montes, Distrito de Vila Real. Criado no âmbito da reforma administrativa de 1836, o atual concelho de Boticas corresponde a uma parte da antiga terra do Barroso à qual deu o nome, pois é na sua área geográfica que existe a serra do Barroso e as povoações de Alturas do Barroso e Covas do Barroso, divisão administrativa e territorial que até então incorporava também o atual concelho de Montalegre e o extinto concelho de Ruivães, este hoje parte do concelho de Vieira do Minho.

A Vila de Boticas, então já lugar central, é, desde a criação do Concelho, a sede do Município. As armas e a bandeira do concelho de Boticas, são, de acordo com o parecer da Associação dos Arqueólogos Portugueses, de prata, com uma abelha de negro realçada a ouro, acompanhada de quatro espigas de trigo verde, cruzadas em ponta e atadas de vermelho. Coroa mural de quatro torres. Bandeira azul.

Fonte: Município de Boticas

Chaves

Caracterização:

O concelho de Chaves desenvolve-se ao longo do vale do rio Tâmega e pertence ao distrito de Vila Real.

Com um rico património arquitetónico, são diversos os vestígios legados por civilizações pré-históricas, exemplo de verdadeiros povoamentos, como os diversos castros situados nos montes da região.

Também o domínio romano se fez sentir, de que é exemplo a ponte de Trajano, construída sobre a via Bracara-Astúrica, e os balneários termais de águas mineromedicinais.

Chaves tem apostado numa política de desenvolvimento e fixação da população, criando infraestruturas e serviços. A gastronomia, nomeadamente com produtos como o presunto e os pastéis de carne, é um dos seus maiores atrativos turísticos, a par das águas termais. Pela excelência das suas águas minerais, Chaves é um dos principais destinos wellness do país, existindo no concelho uma delegação do Turismo Porto e Norte de Portugal dedicada ao acompanhamento do produto de saúde e bem-estar.

 
Informação geral:
 
Presidente: Nuno Vaz Ribeiro
População: 41 444 habitantes (Censos 2011 INE)
Área Geográfica: 591,32 km2
Web: www.chaves.pt
 

História:

São numerosos os vestígios aqui presentes, legados por civilizações pré-históricas que levam a admitir mesmo a existência de povoamentos no longínquo período Paleolítico. É considerado deste período um instrumento de pedra encontrado na encosta da serra do Brunheiro. Porém, são abundantes os achados procedentes do Neolítico, do Calcolítico de Mairos, Pastoria, S. Lourenço, etc e das civilizações proto-históricas, nomeadamente nos múltiplos Castros situados no alto dos montes que envolvem toda a região do Alto Tâmega.

Foram as legiões romanas, que há dois milénios, dominaram esses homens, que até aí tinham vivido, como deuses, alcandorados no cimo das montanhas e se instalaram de modo especial no vale, fertilíssimo do Tâmega. Fixaram-se onde hoje é a cidade e distribuíram pequenas fortificações pelas alturas circundantes, aproveitando, para tais guardas-avançadas, alguns dos castros conquistados. Edificaram, presumivelmente, a primeira muralha que envolveu o aglomerado populacional; construíram a imponente ponte de Trajano, sobre a via Bracara-Asturica; tiraram proveito das águas quentes mineromedicinais, implantando balneários termais; exploraram filões auríferos e outros recursos do solo e subsolo.

Tanta importância adquiriu este núcleo urbano, nessa época, que foi elevado à categoria de Município, quando no ano 79 dominava Vespasiano, primeiro César da Família Flávia. Será esta a origem de Aquae Flaviae, designação antiga da atual cidade de Chaves.

Situar-se-ia o imponente núcleo monumental e centro cívico da cidade no cerro envolvente da área hoje ocupada pela Igreja Matriz. O seu atual recorte lembra ainda o traçado de um acampamento romano, com o Fórum, o Capitólio e a Decumana que seria a rua Direita. De facto, neste perímetro foram encontrados os mais relevantes vestígios arqueológicos a testemunhá-lo, expostos no Museu da Região Flaviense, sendo mesmo de evidenciar uma lápide alusiva a um combate de gladiadores. A florescência da dominação romana verificou-se até ao início do século III, apagando-se gradualmente com a invasão dos povos denominados vulgarmente por Bárbaros. As invasões dos Suevos, Visigodos e Alanos, provenientes do leste europeu, puseram termo à colonização romana. As guerras entre Remismundo e Frumário que disputavam o direito ao trono, tiveram como consequência uma quase total destruição da cidade, a vitória de Frumário e a prisão do Idácio, notável Bispo de Chaves.

O período de dominação bárbara durou até que os mouros, povos do Norte de África, invadiram a região e venceram Rodrigo, o último monarca visigodo, no início do século VIII.

Com a invasão dos árabes, também o islamismo invadiu o espaço ocupado pelo cristianismo o que determinou uma azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas noroestinas com as inevitáveis destruições. As escaramuças entre mouros e cristãos duraram até ao século XI.

A cidade começou por ser reconquistada aos mouros no século IX, por D. Afonso, rei de Leão que a reconstruiu parcialmente. Porém, logo depois, no primeiro quartel do século X, voltou a cair no poder dos mouros, até que no século XI, D. Afonso III, rei de Leão, a resgatou, mandou reconstruir, povoar e cercar de muralhas.

Da presença islâmica remanesce, quase tão somente na cultura popular, uma grande variedade de lendas interligando castros, tesouros fabulosos e mouras encantadas.

Foi, provavelmente, por volta de 1160 que Chaves foi integrada no país que já era então Portugal, com a relevante intervenção dos lendários Ruy e Garcia Lopes tão intimamente ligados à história desta terra.

Pela sua situação fronteiriça, Chaves era vulnerável ao ataque dos invasores. D. Dinis, como medida de proteção, mandou levantar o Castelo e a fortificação muralhada que ainda hoje dominam o burgo citadino e a sua periferia, num grande raio

Em 1253 realizou-se em Chaves. o casamento de D. Afonso III com a sua sobrinha D. Beatriz, filha de Afonso X, o Sábio; foi o Bolonhês quem concedeu à povoação o seu 1º foral, a 15 de Maio de 1258; D. Manuel I outorgaria novo foral em 1514. Aquando da Guerra da Independência, D. João I montou em redor de Chaves um cerco que durou 4 meses; tendo-se-lhe rendido a praça. O senhorio da vila foi então dada a D. Nuno Alvares Pereira, que o viria a ceder a D. Afonso, seu genro, fundador da Casa de Bragança, na qual Chaves, se conservou durante vários séculos.

A Cidade foi cenário de diversos episódios bélicos no século XIX, nela se tendo celebrado, a 20 de Setembro de 1837, a designada Convenção de Chaves, após o combate de Ruivães, pondo termo à revolta cartista de 1837, conhecida pela revolta dos marechais. Em Chaves travou-se a 8 de Julho de 1912, o combate entre as forças realistas de Paiva Couceiro e as do governo republicano, chefiadas pelo coronel Ribeiro de Carvalho, de que resultou o fim da 2ª incursão monárquica.

A 12 de Março de 1929 Chaves foi elevada à categoria de cidade.

Fonte: Município de Chaves

Montalegre

Caracterização:

Montalegre é um concelho do distrito de Vila Real, um dos do Barroso, a par de Boticas, e com parte do seu território, cerca de 26%, integrado no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Dolmens e castros revelam que o território foi ocupado desde os tempos pré-históricos.

Os primeiros documentos sobre a existência da vila de Montalegre datam do reinado de D. Afonso III que, reconhecendo a importância estratégica do território a nível militar, concede o primeiro foral a Montalegre, em 1273. O foral foi confirmado e renovado por D. Dinis, em 1289, e por D. Afonso IV, em 1491.

Foram diversos os castelos erguidos nas terras de Montalegre, prova da sua importância militar, dos quais, atualmente, existem apenas alguns vestígios.

Um dos eventos mais importantes do concelho de Montalegre é a Feira do Fumeiro e do Presunto do Barroso, que recebe anualmente milhares de visitantes. São muitas as iguarias que podem ser apreciadas no certame, como presunto, pernis, queixadas, chouriças de carne, salpicões, alheiras, chouriços de abóbora, pão de centeio, mel, chás, licores, e muitos outros produtos.

Conhecido internacionalmente é o Congresso de Medicina Popular, impulsionado pelo Padre Fontes há 34 anos. O encontro, que tem lugar em Vilar de Perdizes, em Montalegre, ganhou visibilidade devido à «junção do sagrado e do profano protagonizado por um padre. Foi como que a arte de sacralizar o profano e profanar o sagrado». Trata-se de um ponto de encontro entre culturas, credos, medicinas, religiões, saberes, uma feira original que todos os anos atrai milhares de visitantes à região.

Também a celebração das sextas-feiras 13 tem lugar de destaque em Montalegre. Todas as sextas-feiras 13 do ano são comemoradas de forma singular, criando-se cenários únicos de criatividade. O projeto envolve centenas de participantes, nacionais e internacionais, profissionais e amadores, atraindo milhares de turistas.

São muitas as atividades que fazem do concelho de Montalegre um dos principais destinos turísticos transmontano.

Informação geral:
Presidente: Manuel Orlando Fernandes Alves
População: 10 594 habitantes (Censos 2011 INE)
Área Geográfica: 806,19 km2
Web: www.cm-montalegre.pt
 

História:

O mais antigo documento que se refere às terras de Montalegre, data do século VI e alude à divisão do território em dioceses e paróquias. Trata-se de um documento importantíssimo que Pierre David parece ter reconstituído com muita fidelidade. Entre as paróquias aí arroladas aparece Ad Saltum, sem dúvida, a paróquia atual do Baixo Barroso.

Do Tombo de Celanova constam referências antigas à região:

– Em 9421, uma doação de São Rosendo ao mosteiro de Celanova, que incluía 100 mulas e cavalos, 150 éguas adultas e várias manadas de vacas em Barroso.

– Em 948, Dona Ilduara, mãe de São Rosendo, faz também uma doação de muitas propriedades e bens ao dito mosteiro, “ uma manada de vacas em Catavello” (era assim que se apelidava o Cávado desde a nascença à foz do Regavão – portanto, a zona do “Rio”) “outra em Portugal e a terceira em Moranea. (Mourela?)”. A seguir doa também cem ovelhas no Catavelo- “In Catavello oves C.”;

– Em 9533 , um tal Aloito e sua mulher Bonella doam ao São Rosendo os bens que possuem em Travaços do Rio.

– Em 9764 , o monge Fafila doa a São Rosendo e ao Mosteiro uma herdade entre os montes Toro e Barroso junto ao Rio Mau – herdade que ficaria situada perto de Travaços do Rio, não longe da raia.

– Em 1065, uma tal Eilona doa ao dito Mosteiro herdades que possuía em Tourém.

– Em 10746 , os padres Adaulfo e Salamiro, doam ao Mosteiro de Celanova a Igreja de Santa Maria e as propriedades adscritas, situada nos confins da Galiza, território do Salas sob os montes Gerês e Zebreiro não muito longe do rio Salas… Tratava-se de propriedades enormes cujos limites iam de Requiás pela água do Salas e termo de Guntumil, ao porto de Andrias, pela arca e pelo outeiro de sobre o porto da Regina e pelo termo de Santo Estêvão, pelo outeiro de Fonte Fria e pela presa do Salasinho, do moinho que foi de Salamiro  Gemondes e Deiro Sarrazins e pelo Sapatelo, daí à arca da portela sobre a casa de Leonigildo Framires e daí pelo combro como entra no agro de Espinhela sobre a casa do irmão Osário e torna pela fonte do curro de Mouro até que entra na água do Salas.”

– Em 11007 , as irmãs Ilduara e Gatoni, doam a Celanova as herdades de Eroselo e Tourém com reserva de usufruto em suas vidas.

A partir daí, as principais fontes de informação e as principais notícias sobre o nosso território encontram-se nas Inquirições de D. Afonso III e D. Dinis, dos fins do século XIII e princípios do seguinte; no Catálogo das Igrejas do reinado de D. Dinis, de 1220 e no Numeramento de D. João III, de 1530.

Fonte: Município de Montalegre

Ribeira de Pena

Caracterização:

Profundamente marcado pela bacia hidrográfica do Tâmega, o concelho de Ribeira de Pena possui uma grande variedade natural e cultural que se reflete na paisagem. Os vales profundos definidos pelo Tâmega e seus afluentes, viçosos no seu verde intenso, têm uma expressão agrícola, cultural e de povoamento tipicamente minhota. A norte e a sul, encostas alterosas revelam os maciços rochosos tipicamente transmontanos, do Barroso a norte, do Alvão a sul. Três marcas tão diferentes num território de 217,43 km2, que conferem ao concelho uma heterogeneidade única e a transformam numa atração paisagística, por muitos conhecida como a Sintra de Trás-os-Montes.

A riqueza de caça e boas condições para a prática da agricultura cedo levaram à fixação das primeiras comunidades, comprovada pelas dezenas de sítios arqueológicos da Antiguidade, desde o Neolítico à época de dominação Romana.

Ribeira de Pena é um concelho rico em vestígios arqueológicos, exemplo das diferentes ocupações, desde o Neolítico à cultura castreja, com destaque para os castros de Cabriz e de Lesenho. Importa, ainda, referir que entre os diversos povoados fortificados e sítios de arte rupestre, merece especial referência a Estação de Arte Rupestre de Lamelas que ostenta uma das maiores concentrações de gravuras rupestres do Noroeste Peninsular.

A agricultura e a pecuária são as principais atividades económicas da região, rica em gastronomia. Peixes do rio, cabrito, vitela maronesa, milhos, couves com feijão, morcelas doces e serrabulho doce são algumas das principais iguarias que têm levado muitos turistas a visitar o concelho.

A riqueza paisagística da região tem atraído muitos visitantes que procuram atividades de natureza, cultura, exercício físico e lazer. Assim, o concelho de Ribeira de Pena oferece um conjunto de percursos pedestres singulares como “O Caminho do Abade”, “A Levada de Stº Aleixo” e “Percurso pelo Rio Póio”, verdadeiros atrativos para os amantes da natureza.

Informação geral:
Presidente: João Avelino Noronha Rodrigues de Carvalho
População: 6 543 habitantes (Censos 2011 INE)
Área Geográfica: 217,66 km2
Web: www.cm-rpena.pt
História:

Na Idade Média este território aparece integrado nas Terras de Pena, região de presúria Sousã localizada entre as Terras de Panóias, Chaves, Montenegro e Basto. As freguesias situadas no vale da ribeira do Tâmega recebem a designação “de Ribeira de Pena” por oposição ao outro núcleo das Terras de Pena, localizado no vale de Aguiar e então designado por Aguiar de Pena. Esta designação vem mais tarde a ser adotada para identificação do próprio concelho. Recebeu o seu primeiro Foral das mãos de D. Afonso IV a 29 de setembro de 1331 e foral novo por D. Manuel I a 16 de maio de 1517. Aquando da atribuição do foral manuelino, correspondia o seu território às paróquias de Salvador, Santa Marinha e Santo Aleixo. Esta situação terá motivado a transferência da sua sede para o Lugar do Pelourinho, povoação da Venda Nova, por ser uma zona geograficamente central.

  1. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, pelo seu casamento com D. Leonor Alvim, possuiu neste território diversas propriedades onde merece destaque a Quinta da Temporã que figurou no dote de sua filha Beatriz aquando do casamento com D. Afonso, primeiro duque de Bragança e base da futura casa real.

Em 1836 o concelho chegou a ser extinto no âmbito de uma reforma administrativa e integrado no concelho de Cerva. Entretanto restaurado, passa a integrar as freguesias do concelho de Cerva que é entretanto extinto, em 1853. Em 1895 recebe as freguesias de Canedo e de Fiães do Tâmega, aquando da extinção do concelho de Boticas, que veio a recuperar esta última com a sua restauração em 1898.

Em 1932, a Câmara Municipal é transferida para junto da Igreja Matriz, originando a nova vila de Ribeira de Pena que aí se desenvolve a partir de então. Entre as suas principais personalidades, destaque para o escritor Camilo Castelo Branco, que aí casou em 1841 com Joaquina Pereira de França, e para Afonso Pena, descendente da Casa de Touça-Boa que foi sexto Presidente da República do Brasil. Nossa Senhora da Guia é a padroeira do concelho, atraindo em agosto milhares de romeiros a uma das mais extensas procissões do país.

Fonte: Município de Ribeira de Pena

Valpaços

 Caracterização:

O concelho de Valpaços localiza-se no norte interior do país, integrando o distrito de Vila Real.

Valpaços é rico em gastronomia, o concelho tem como produtos emblemáticos o presunto, o salpicão, alheiras, azeite, castanha, o vinho, entre outros, sendo a Feira da Castanha e a Feira do Folar dois dos principais eventos do concelho, reunindo produtores e visitantes apostados na excelência e qualidade dos produtos.

Mas nem só a gastronomia é forte atrativo da região. Também o opulente e vasto património cultural e religioso possibilita uma viagem pormenorizada pela história e biografia de um concelho que tem seguido uma política de desenvolvimento concertada e criado diversas estruturas e serviços para servir a população.

 

Informação geral:
Presidente: Amílcar Rodrigues Alves Castro de Almeida
População: 16 876 habitantes (Censos 2011 INE)
Área Geográfica: 553,5 km2
Web: www.valpacos.pt
 

 História:

Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do séc. XII.

O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar uma região tão próxima de Espanha.

O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do séc. XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, adquiriu proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.

Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!

O património edificado desta freguesia justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a Igreja Paroquial. Da arquitectura civil, uma referência para os Paços do concelho e ainda para os solares da vila, dos quais o mais antigo é o dos Morgados.

Valpaços foi elevada a Vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V, tendo ascendido a cidade no dia 13 de Maio de 1999.

Fonte: Município de Valpaços

Vila Pouca de Aguiar

 Caracterização:

O concelho de Vila Pouca de Aguiar, pertencente ao distrito de Vila Real, localiza-se entre as serras do Alvão e da Padrela, num vale fértil, ladeado de montanhas propícias à criação de gado.

Com um rico e vasto património histórico e cultural, de que são exemplo o Monumento Nacional do Castelo de Aguiar da Pena, o milenar complexo mineiro romano de Tresminas com o seu parque arqueológico, as termas das Pedras Salgadas com o centenário parque termal, muitas zonas de lazer com a barragem da Falperra em foco, dolmens do Alvão, igrejas, sepulturas e pontes medievais, entre outros, o concelho oferece mais do que muitos pretextos para uma visita.

O concelho de Vila Pouca de Aguiar é essencialmente agrícola e pecuário, com destaque para o cultivo de cereais, batata, produtos hortícolas e vinho. Importantes também na economia da região são as minas de Jales.

Denominada de capital do granito, Vila Pouca de Aguiar tem no turismo termal uma das suas principais atrações. São diversas as estâncias existentes, com relevo para as conhecidas termas de Pedras Salgadas, inseridas num vasto parque e equipadas com diversas infraestruturas de tratamentos medicinais, entretenimento e lazer.

Informação geral:
Presidente: António Alberto Pires Aguiar Machado
População: 13 167 habitantes (Censos 2011 INE)
Área Geográfica: 437,10 km2
Web: www.cm-vpaguiar.pt
 

História:

A origem do topónimo, “Vila Pouca” poderá ser uma referência, à semelhança de muitas povoações homónimas, a uma pequena “villa” agrária. Relativamente ao elemento “Aguiar”, etimologicamente, a palavra deriva do tema “aquila” que designa um local onde abundam as águias.

“No século XIII, o atual concelho de Vila Pouca de Aguiar estava em grande parte integrado na “terra” de Aguiar, à semelhança do que acontecia com o de Ribeira de Pena. Do século XII para o XIII, a dita “terra” era constituída por sete grandes paróquias, entre as quais se incluía a de S. Salvador de Jugal, que corresponde à atual freguesia de Vila Pouca de Aguiar. Não se sabe ao certo o motivo da alteração do topónimo de Jugal para Vila Pouca, nem tão pouco a data da alteração do mesmo, supondo-se que terá sido no século XIV”.

Detentora de um património cultural, histórico e paisagístico único, Vila pouca de Aguiar caracteriza-se pelas suas tradições ancestrais, por vestígios dos que por cá se fixaram desde a pré-história e por uma envolvência natural que convida às atividades de natureza.

Fonte: Município de Vila Pouca de Aguiar