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Conheça o vasto Património Histórico existente no concelho de Montalegre

Castelo de Montalegre

Terreiro do Açougue
5470-250 Montalegre

IPA.00001109

A construção do castelo de Montalegre teve o início da por volta de 1270, a mando do rei D. Afonso III, embora as obras tenham continuaram nos reinados seguintes e ainda no reinado de D. Afonso IV, por volta de 1330, há referências a obras, nomeadamente à construção da Torre de Menagem.

Esta fortificação deveu-se à necessidade de defesa da fronteira, do reino de Portugal, de que esta região fez parte a partir da independência e que ao longo de séculos foi ameaçada por Castela.

O local onde foi edificada apresenta testemunhos de uma ocupação remota, provavelmente com um castro pré-histórico e depois pelos romanos, visigodos, muçulmanos e voltou à posse cristã a partir do século VIII.

Durante a crise de 1383, devido à morte do rei D. Fernando, sem herdeiros masculinos, com sua filha D. Beatriz, casada com o rei de Castela, a reclamar o trono português, o que não interessava por significar a perda da independência, este castelo tomou o partido de D. Beatriz.

A resolução da crise passava pela possibilidade de subir ao trono, ou o filho do Rei Pedro I e Inês de Castro, a viver em Castela, ou João, Grão-Mestre de Aviz, filho de D. Pedro I e da aia de Inês de Castro, Teresa Lourenço, optou-se então pelo segundo, e uma guerra com Castela, que estava ao lado de D. Beatriz.

Já no final desta guerra, por volta de 1385, o castelo foi submetido pelas forças de D. João I, que o doou ao Condestável, D. Nuno Álvares Pereira. Depois de 1640, com a Guerra da Restauração da independência portuguesa a estrutura defensiva foi modernizada para utilizar artilharia.

Classificado como Monumento Nacional, recebeu já no século XX, obras restauro e nele foi instalado um núcleo museológico.

 

Localiza-se na vila de Montalegre, num pequeno morro, destacando-se do aglomerado, desenvolvido numa cota mais baixa, pela existência de um amplo espaço não urbanizado, parcialmente relvado, que envolve praticamente toda a construção. Passadiço de madeira transpõe o espaço relvado e conduz o visitante pelo meio dos cubelos da antiga barbacã, onde ficava uma porta, ao interior da praça de armas. O castelo destaca-se na paisagem, sendo visível de várias freguesias ao redor e da torre de menagem avista-se toda a povoação e parte do planalto barrosão.

Castelo de construção medieval, com planta circular irregular, de que conserva apenas parte da sua muralha, rasgada por uma porta de arco quebrado, integrando uma torre e dois cubelos quadrangulares e a torre de menagem, também de planta quadrada, tendo no piso superior balcões circulares nos ângulos e retangulares ao centro das fachadas, com matacões e coroados por merlões pentagonais. Troço de castelo gótico, cuja muralha, há muito sem o remate terminal, era inicialmente rasgada por duas portas, uma virada a N. e outra a SE., a única atualmente existente, de arco quebrado. A torre de menagem surge já integrada no circuito muralhado, rasgado por seteiras estreitas a abrirem para o interior, com o primeiro pavimento sobrelevado, acedido por portal de arco quebrado, e possuindo interiormente quatro pisos, um deles abobadado e o último com túneis de acesso aos balcões curvos que se dispõem nos quatro cunhais e retilíneos no centro de três fachadas, todos com matacões, conferindo grande riqueza decorativa à torre. Na muralha integra-se ainda uma outra torre, com portal ao nível da praça de armas e ao nível do adarve, este atualmente sem função e possuindo arco de volta perfeita sobre impostas e com tímpano decorado, de feição mais antiga, e dois cubelos, de tamanho desigual com acesso pelo adarve. Da antiga barbacã que protegia o portal virado a N. restam apenas vestígios ao nível dos alicerces dos dois cubelos circulares que a reforçavam, das duas linhas de muralhas, com fossos, que o circundavam resta só um troço de uma das linhas e da fortaleza seiscentista com o sistema Vaubean nada subsiste. A cisterna existente na praça de armas é extremamente profunda e alarga no fundo, onde é coberta por abóbada. O castelo de Montalegre integra-se na segunda linha de defesa da fronteira N., das de mais fácil acesso ao país. O alcaide de Montalegre, de acordo com o primeiro Foral dado por D. Afonso III, era eleito pela população, constituindo um caso raro e original.

Proteção: Categoria: MN – Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2.ª série, n.º 272 de 22 novembro 1957

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Castelo de São Romão / Castro de São Romão / Alto do Castelo

IPA.00005810

Viade de Baixo e Fervidelas, Montalegre

 

O Sítio Arqueológico do Castelo de São Romão localiza-se no topo de um outeiro com excelente visibilidade para o território circundante.

A documentação refere uma longa diacronia ocupacional, ditada pelas excelentes condições naturais de defesa, desde a Idade do Ferro, com a implantação de um castro que terá sido, posteriormente, romanizado. Atualmente, são visíveis estruturas de um castelo roqueiro atribuíveis à época medieval, destacando-se a muralha, que o circunda a oeste e a sul, a base de uma torre, e uma cisterna ou tanque, entre outros vestígios aos quais não foi possível atribuir uma função. Associado a esta última ocupação encontram-se dispersos pelo outeiro inúmeros silhares e cerâmica medieval, havendo, igualmente, registo da recolha de um numisma do reinado de D. Fernando. As habitações associadas encontravam-se na base da colina.

O Castelo roqueiro medieval circundado por duas cinturas de muralha e fosso. Antigo castelo roqueiro, muito destruído, possuindo fosso escavado no afloramento rochoso precedendo as linhas de muralhas e com cisterna parcialmente escavada na rocha e parcialmente com paramentos de cantaria aparelhada na plataforma superior.

Acessos: Viade de Baixo, estradão a partir da EM Pisões – Carvalhelhos, junto à Barragem de Pisões, num outeiro destacado de difícil acessibilidade, coberto com giestas e vegetação rasteira.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/ e http://www.patrimoniocultural.gov.pt/

 

Castro de Pedrário

IPA.00005797

Pedrário, Sarraquinhos,Montalegre,

 

Aglomerado proto urbano. Povoado proto-histórico. Povoado fortificado / castro circundado por duas linhas de muralhas e com construções de planta circular.

Povoado fortificado que ocupa uma grande plataforma de formato sensivelmente retangular, formada por dois outeiros, circundado por duas linhas de defensivas que a NE, na zona mais íngreme se adossam à penedia existente. As muralhas chegam a atingir uma espessura de c. de 5 m, possuindo entradas viradas a NO. Nas plataformas dentro do espaço inter-muralhas conservam-se vestígios de construções de planta circular.

Proteção; Categoria: IIP – Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 29/90, DR, 1.ª série, n.º 163 de 17 julho 1990

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Conjunto das 5 Mamoas da Veiga

IPA.00005890

Portugal, Vila Real, Montalegre, União das freguesias de Meixedo e Padornelos

Conjunto de cinco estruturas funerárias por excelência, erguidas durante o megalitismo do Noroeste do atual território português.

Veiga 1 – Mamoa de túmulos de terra e pedra miúda, com ligeira depressão central, com c. de 30 m de diâmetro e 2,5 m de altura, não conservando qualquer esteio. Veiga 2 – Mamoa de túmulos de terra e pedra miúda, com ligeira depressão central, com c. de 30 m de diâmetro e 2 m de altura, não conservando qualquer esteio. Veiga 3 – Mamoa de túmulos de terra e pedra miúda, bastante destruído, com c. de 12 m de diâmetro e 1 m de altura. Apesar da ligeira depressão central, não se observam vestígios de câmara. Veiga 4 – Mamoa de túmulos de terra e pedra miúda, com c. de 20 m de diâmetro e 2 m de altura. Na acentuada depressão central resultante de violação, conservam-se dois esteios, um deles com muitas cruzes gravadas. Veiga 5 – Mamoa de túmulos de terra e pedra miúda, razoavelmente conservado, com depressão central. Está parcialmente cortada pela estrada, deixando ver a carapaça lítica. Tem c. de 20 m de diâmetro e 2 m de altura, não conservando qualquer esteio.

Proteção: Categoria: IIP – Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 29/90, DR, 1.ª série, n.º 163 de 17 julho 1990

Localizam-se na periferia de Montalegre, em zona de chã junto ao ribº de Sá, nos dois lados da estrada.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Fojo do Lobo de Fafião

5470-017, Cabril

Montalegre, Portugal

Armadilha com cerca de 60 metros de diâmetro médio, é o maior fojo deste tipo na península ibérica.

Trata-se de uma estrutura em granito de paredes convergentes, sendo a cova de planta circular. Tem como particularidade estrutural a ausência de cápias a formar o rebordo no topo do muro, com cerca de 64 metros de comprimento e 2,17 metros de altura média, revelando a boca do fojo ao seu término um desnível ascendente. Acredita-se que era utilizado sobretudo no inverno, altura em que os agricultores conduziam o gado caprino e bovino para o Monte de Baixo, localizado a Sudoeste da aldeia e delimitado naturalmente pelos rios de Fafião e Cávado. A cova do fojo era encoberta com madeira disposta horizontalmente e uma coroa de ramagens, facilmente ultrapassável pelo lobo. Os caçadores, munidos de armas, impediam a fuga do lobo por entre as águas dos rios, encaminhando-o para o fojo, onde o aguardavam homens prontos a atirar. Não se sabe ao certo a sua data de edificação, acreditando-se que data do século XVIII, sabendo-se apenas que foi recuperado em meados do século XIX. Sofreu depois obras de beneficiação e limpeza nas décadas de 1980 e 1990.

Coordenadas GPS: 41.703197 -8.092242

Fonte: https://www.cm-montalegre.pt/ e http://www.monumentos.gov.pt/

Fojo do Lobo de Parada

5470-333 Outeiro, Parada

Montalegre

IPA.00021510

Trata-se de um muro em granito, fechado em redor de um grande penedo, que forma um recinto apenas acessível pelo lado exterior.

Monumento localizado a uma altitude média de 890 metros, no interior do Parque Nacional da Peneda-Gerês. A vegetação é densa, tendo o fojo ardido recentemente. Trata-se de um muro em granito, fechado em redor de um grande penedo, que forma um recinto apenas acessível pelo lado exterior. Tem uma porta, antigamente utilizada pelos populares para colocar o isco, proceder a operações de manutenção e limpeza, e para entrar no interior da área murada quando um lobo aí era encurralado. Com cerca de 60 metros de diâmetro médio, é o maior fojo deste tipo na península ibérica. Uma das suas particularidades estruturais é o reservatório de forma quadrangular escavado no afloramento rochoso no qual assenta o penedo central, que assumia a função de bebedouro para o animal, utilizado como isco. O chamariz utilizado podia também ser uma cabra viva, oferecida pelos moradores da freguesia de Outeiro interessados na captura.

Coordenadas GPS: 41.815289 -7.953511

Fonte: https://www.cm-montalegre.pt/ e http://www.monumentos.gov.pt/

Fojo do Lobo do Avelar

 

5470, Montalegre

IPA.00021509

O Fojo do Lobo do Avelar é um dos grandes pontos de interesse em Montalegre, fazendo parte do Trilho do Ourigo.

O Fojo do Lobo do Avelar é um dos grandes pontos de interesse em Montalegre, fazendo parte do Trilho do Ourigo. Trata-se de uma armadilha de caça para lobos, consistindo em duas paredes de pedra que convergem para um buraco empedrado com cerca de 2 metros de altura, no qual os animais iam cair após acossados pelos populares. Coberto de vegetação, recorda ainda os tempos em que o lobo era temido na serra.

Coordenadas GPS: 41.804261 -7.806372

 

Fonte: https://www.cm-montalegre.pt/ e http://www.monumentos.gov.pt/

Mosteiro de Santa Maria das Júnias

IPA.00004170

Pitões das Júnias, Montalegre,

 

Mosteiro Cisterciense com igreja composta por uma nave poligonal, românica e capela-mor, gótica, com dependências conventuais desenvolvidas a S., de que conserva troço de arcada gótica do claustro e outras construções. A nave foi alteada na época renascentista conforme atesta a cornija. Fachada principal da igreja terminada em empena de cornija truncada por dupla sineira, tendo portal de arco de arco pleno. Interior com púlpito no lado do Evangelho, dois retábulos colaterais e retábulo-mor barroco, de estilo nacional de transição. A implantação do mosteiro a uma cota tão elevada, de plena montanha, arredado de bons terrenos agrícolas testemunha o interesse pela pastorícia. Denota-se certa uniformidade na largura das construções ao longo de diversas épocas (largura da igreja – 7.10 m, construções modernas das alas E. e S. com 7.10 m, cozinha setecentista com 7.20 m) o que lhe confere certa harmonia. Segundo Rui Maurício, o portal principal parece conciliar na sua composição o sistema decorativo do Vale do Cávado com a organização estrutural recorrente no românico rural da Galiza.

Situa-se na margem direita da Ribeira de Campesinho num vale encaixado e pedregoso, a uma cota pouco acima dos 100 m., no ponto em que o planalto da Mourela, de relevo suave e verdejantes pastagens, se encontra com a serra do Gerês,

Acessos: A partir do cemitério de Pitões das Júnias segue-se um percurso pedonal numa extensão de cerca de 2 Km. sendo a zona terminal feita através de antigo caminho calcetado com lajes de granito.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte de Misarela

IPA.00020269

Ferral, Montalegre

A Ponte da Mizarela (ponte do diabo) localiza-se sobre o rio Rabagão, a cerca de um quilómetro da sua foz no rio Cávado, na freguesia de Ruivães, concelho de Vieira do Minho, distrito de Braga, em Portugal. Liga as freguesias de Ruivães à de Ferral, no concelho de Montalegre. Está implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, assente sobre os penedos e com alguma altitude em relação ao leito do rio, sendo sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão.

A Ponte tem 27 m. de comprimento e cerca de 5,5 a 3 m. de largura, com um único arco. Foi erguida na Idade Média e reconstruída no início do século XIX.

Acessos: Ferral, sobre o Rio Rabagão, numa estrada de terra batida que liga Frades de Ruivães à barragem da Venda Nova

Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde 30 de novembro de 1993.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/ e http://www.serradogeres.com/

Sepulturas Antropomórficas de Santo Adrião

A cerca de 2 km a norte da bonita vila de Montalegre, junto à Capela de Santo Adrião, encontram-se estas interessantes Sepulturas Antropomórficas datadas entre os séculos X e XIII.

Consistem em três sepulturas em granito e uma sepultura também antropomórfica escavada na rocha xistosa, nas traseiras da Capela.

Pensa-se que existiria nos arredores um povoado, ao qual estas sepulturas poderão pertencer, podendo ser apenas parte de uma necrópole afeta ao povoado. A paisagem circundante, em estado quase natural, é de grande beleza e paz de espírito, num local onde o tempo parece ter parado. O acesso ao monumento não é fácil, por estrada batida em mau estado, após a “Ponte Velha”, durante cerca de 2 km.

Fonte: http://www.portoenorte.pt/