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Conheça o vasto Património Histórico existente no concelho de Chaves

Apeadeiro Ferroviário de Campilho

Vidago, Campilho, EN 2

Chaves

IPA.00036203

Apeadeiro ferroviário da Linha do Corgo, construído no séc. 20, conservando ainda uma habitação de pessoal e um abrigo de passageiros. O edifício de habitação tem planta em “L”, com fachadas de um piso, tendo os panos dos topos em empena, rematados em cornija, semelhante ao existente na Estação do Corgo (v. IPA.00036060), só que esse tem vãos em arco abatido e os do apeadeiro de Campilho são retilíneos. O abrigo de passageiros, de grande interesse arquitetónico e semelhante ao do Apeadeiro de Sálus (v. IPA.00036204), integrado na mesma linha, tem planta retangular e cobertura em betão, com a fachada virada à linha aberta por amplo vão, entrecortado por colunas cilíndricas e de moldura retilínea avançada, que se prolonga para as fachadas laterais, onde se abrem janelas que eram protegidas por reixas. A ligação ferroviária era feita em via estreita.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Apeadeiro Ferroviário de Sálus

Oura, EN 2

IPA.00036204

Apeadeiro ferroviário da Linha do Corgo, construído no séc. 20, conservando o abrigo de passageiros, de grande interesse arquitetónico e semelhante ao do Apeadeiro de Campilho (v. IPA.00036203), integrado na mesma linha. Possui planta retangular e cobertura em betão, com a fachada virada à linha aberta rasgada por amplo vão, entrecortado por colunas cilíndricas e de moldura retilínea avançada, que se prolonga para as fachadas laterais, onde se abrem janelas que eram protegidas por reixas.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Barragem Romana da Abobeleira / Outeiro da Porta

IPA.00005835

Abobeleira, Vale de Anta

5400 Chaves

 

Barragem romana com dique composto por 4 muros paralelos, dispostos radialmente a partir do topo da encosta, travados internamente por contrafortes. Possui parte inicial do aqueduto em canal escavado no afloramento.

A barragem é constituída por um dique de contenção das águas com uma altura de 17 m. e um vão de 90 m. A estrutura do dique, com uma largura total de 7,2 m, é composta por quatro muros paralelos, com uma espessura de 60 cm, construídos com blocos graníticos em “opus incertum” e ligados por “opus caementicium”, em dupla face, sendo o alicerce assente sobre entalhes efetuados no afloramento. Os muros dispostos radialmente a partir do topo da encosta, são travados internamente por contrafortes, igualmente construídos com blocos graníticos, estando o espaço entre estes, que varia entre 1,4 e 2 m, preenchido com terra compactada e argila. Do lado da albufeira o talude que recobre o alicerce do paramento interno do dique está reforçado com uma camada de argila, talvez no sentido de impermeabilizar essa zona. Em relação ao seu escoamento não foi detetado o canal de descarga, embora o transporte da água fosse efetuado por um aqueduto, do qual só se conserva um pequeno tramo inicial cavado no afloramento.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Castelo de Chaves – Torre de Menagem

Rua da Muralha

Santa Maria Maior, Chaves

IPA.00005693

Monumento nacional desde 22 de Março de 1938, várias foram as adversidades que imperaram na história do Castelo de Chaves.

Do antigo castelo medieval conserva a torre de menagem, de planta quadrangular, com fachadas sigladas, terminadas em parapeito e ameias prismáticas, tendo no topo balcões retangulares e nos ângulos balcões circulares, assentes em mísulas escalonadas e com matacães, rasgadas por frestas simples e bífores, acedida a nível elevado, por portal em arco de volta perfeita, encimado pelas armas de Portugal, e troço de muralhas de planta retangular a envolver parcialmente a torre, com adarve e balcões. Da fortaleza abaluartada, de planta irregular, conserva visíveis algumas cortinas, com a escarpa exterior em talude, em aparelho de cantaria irregular e cunhais em aparelho regular, possuindo cordão e terminando em parapeito, tendo nos ângulos do baluarte da Amoreira balcões poligonais salientes e no baluarte do Castelo guaritas poligonais assentes em mísulas escalonadas e a escarpa interior, transformado em jardim. No interior da torre de menagem possui as frestas bífores com conversadeiras, fogão de sala, canalização em pedra das águas pluviais para a cisterna e um piso com cobertura em abóbada de berço. A torre de menagem do castelo e os troços da muralha que a envolvem, parcialmente, mantêm o traçado e as características primitivas, de acordo com o desenho de Duarte de Armas. Na torre detetam-se várias fases construtivas, como é visível no diferente tipo de frestas, umas retangulares muito simples e outras já bífores, de arco apontado e com conversadeiras no interior, de construção posterior, e a modinatura dos portais da fachada principal, sendo o do terceiro piso também posterior. O próprio remate da torre com balcões retangulares em cada uma das faces e circulares nos ângulos, todos com matacães, aponta para uma época de construção mais tardia, provavelmente no séc. 14 / 15. No troço da muralha subsistente envolvendo a torre, destaca-se o amplo balcão circular no ângulo, assente em grande mísula também circular de toros escalonados. No interior salienta-se a subsistência das condutas de abastecimento de água da cisterna com as águas pluviais, salientes da caixa murária e atualmente raras nas torres com cisterna e um terceiro piso com cobertura em abóbada de berço, seccionada por arcos diafragmas, e com lareira.

Do que dele resta, apenas a Torre de Menagem se mantém como história viva de épocas conturbadas da reconquista cristã e de dote real para a resolução dos vários problemas políticos entre lusos e espanhóis. É com D. Afonso Henriques, que Chaves passa a integrar o território Português, sendo-lhe concedido foral em 1258 por diploma de D. Afonso III, o qual casara em Chaves com D. Beatriz filha ilegítima de D. Afonso X de Castela. Com a elevação à categoria de vila que o foral lhe outorgou, consagrando Chaves como um núcleo populacional, económico e estratégico na linha de defesa das fronteiras do território Português, urgiu a necessidade da reconstrução do castelo e torre de menagem por alturas do reinado de D. Dinis.

No seu exterior, construiu-se um jardim, onde estão expostas algumas peças do Museu da Região Flaviense. O jardim está limitado por muralhas construídas aquando da fortificação da vila, por alturas das Guerras da Restauração. Do local podemos observar uma excelente panorâmica de todo o vale de Chaves.

Georreferenciação – 41° 44.375’N – 7° 28.302’O

Fonte: https://www.chaves.pt/http://www.monumentos.gov.pt/

Castelo de Monforte / Castelo de Monforte de Rio Livre / Castelo e cerca urbana de Monforte

IPA.00004195

Águas Frias, Chaves,

 

Castelo de construção medieval, de planta retangular irregular, em cantaria, composto por muralha sem remate nem adarve, mas que era acedido por escadas estruturadas na espessura da muralha e em salta cão, e por torre de menagem, quadrada, adossada exteriormente, sem remate, mas que seria em parapeito ameado saliente, assente em cachorros escalonados, que conserva, com acesso sobrelevado por portal em arco de volta perfeita, sobre os pés direitos. O principal acesso ao interior do castelo faz-se por porta a S., em arco de volta perfeita, sobre impostas salientes, tendo no pátio de armas vestígios de várias construções e, a O., portal de ligação à vila muralhada. Interiormente, a torre de menagem possui piso rebaixado com cisterna, abobadada, e dois outros, iluminados por seteiras a abrir para o interior, o último coberto por abóbada de berço. A cerca urbana, em cantaria, tem planta sub-elíptica, com os topos NO. e NE. curvos, sem remate nem adarve, e conservando apenas uma das portas, em arco. Castelo integrado na linha estratégica da defesa de Trás-os-Montes, constituindo um ponto de vigia em frente do castelo de Monterrey e do de Chaves, construído não muito longe da via romana que, de Bracara Augusta (Braga) e a Astúrica (Astorga, em Espanha).

De planimetria pouco comum nas fortificações medievais, o facto de possuir a torre de menagem adossada exteriormente ao pátio de armas, ainda que parcialmente protegida pela cerca urbana, revela uma certa evolução na defesa. Aliás a sua construção é apontada para cerca de 1312. A torre constitui um exemplo interessante, não só por integrar cisterna abobada, no piso rebaixado relativamente ao portal de acesso, mas também pelo remate em parapeito avançado corrido, assente em cachorros escalonados, e ameias piramidais, provavelmente de construção gótica. É rasgada regularmente por seteiras a abrir para o interior, e por duplo vão em arco quebrado, com conversadeiras, ao nível do andar nobre, onde se desenvolve, no intradorso da caixa murária, escada de acesso à cobertura.

O castelo de Monforte constitui o melhor exemplar transmontano de uma vila medieval desertificada protegida por cerca urbana. A cerca é bastante extensa, mas era apenas reforçada por um cubelo, nas imediações do qual se abriam duas portas, uma delas de acesso à fonte da vila. Interiormente, a cerca era seccionada por duas outras muralhas, separando a zona de construções junto ao castelo do restante da vila. A antiga barbacã com troneiras desenhada por Duarte d’Armas já não é representada nos desenhos do séc. 18, no entanto fotografias aéreas parecem denunciar ainda alicerces de um troço. Nas imediações do castelo existem restos de um antigo aldeamento romano.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Castelo de Santo Estêvão

IPA.00006006

Santo Estêvão, Chaves

As primeiras referências a este local datam do século XI e mencionam uma propriedade rural de grandes dimensões, eventualmente fortificada.

Em 1212, já o castelo existia, pois foi neste ano conquistado por Afonso IX de Leão, no processo de pretensa defesa dos direitos de sua filha, a Infanta D. Teresa.

Durante dezanove anos, a fortaleza esteve na posse do monarca castelhano, só sendo restituída à coroa portuguesa em 1231, data em que se celebrou o acordo de paz do Sabugal. A posição estratégica de Santo Estêvão determinou que alguns dos contactos entre as duas coroas peninsulares passassem por ele, como aconteceu em 1253, quando D. Afonso III se deslocou ao castelo para receber a sua futura esposa, D. Beatriz.

Descrição: Arquitetura residencial, medieval e gótica. Torre senhorial de planta quadrada, de massa simples, com fachadas de três pisos, em cantaria aparente, coroadas por merlões piramidais. A fachada principal possui acesso sobrelevado, por portal de arco quebrado, e, em cada uma das fachadas, no último piso, rasga-se uma janela geminada, de lumes estreitos trilobados com mainel central, tendo interiormente conversadeiras. Interiormente, os pisos têm espaço único, intercomunicantes por escada de madeira, existindo no último piso lareira de granito. A construção da torre que hoje vemos, sugere um certo paralelismo com outras estruturas edificadas em território galego, como as torres da Pena na Portela, ou da Forxa na Porqueira, Orense. Apesar de Santo Estêvão ter sido uma importante orla fronteiriça nortenha, que desfrutou de considerável reputação militar, nos séculos 12 e 13, pelas batalhas que aí se travaram, e do imóvel ser conhecido como castelo, estamos perante uma torre residencial que se tornaria o centro de uma habitação civil de maiores dimensões, conforme revelam as consolas nas várias fachadas, possivelmente para sustentação de alpendres entretanto desaparecidos, bem como os orifícios para suporte de outras construções que fotografias antigas revelam. Na fachada E. o portal existente ao nível do primeiro piso terá sido a evolução de uma janela geminada e o portal na fachada N., assim como os diferentes tipos de fresta na fachada E., revelam transformações de épocas diferentes. As fachadas são rematadas por merlões piramidais de tamanho diferente. No interior, os primeiros dois pisos apresentam um pilar central de granito, de secção quadrada com chanfros, sendo o do piso médio mais estreito.

Fonte: https://www.chaves.pt/ ; http://www.monumentos.gov.pt/

Castelo do Mau Vizinho / Castelo dos Mouros

IPA.00006015

Cimo de Vila da Castanheira, Chaves

Castelo roqueiro de construção medieval defendido por uma linha de muralhas, em xisto, com encaixes de assentamento das estruturas defensivas escavados no afloramento, e uma segunda linha em materiais perecíveis.

A linha de muralha é construída com blocos de xisto, unidos por argamassa, com grandes silhares de granito nos cunhais, encontrando-se o penedo que o coroa com a superfície desbastada e limitado por encaixes para assentamento da estrutura defensiva de um possível torreão central. Além da primeira muralha regista-se, exteriormente a esta, diversos encaixes na rocha, de assentamento de estruturas perecíveis relacionados com uma segunda linha defensiva.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Castro de Curalha

Povoado fortificado romano e alti-medieval, de planta elipsoidal, circundado por três linhas de muralhas reforçadas de NE a N. por um campo de pedras fincadas.

O povoado é rodeado por três linhas de muralhas, definindo um recinto de contorno elipsoidal. A estrutura interna apresenta, na zona escavada, uma fiada de construções retangulares adossadas à muralha. Um outro conjunto de casas, existentes na parte central do recinto, apresentam igualmente um formato retangular com parede divisória comum, estando perfeitamente alinhadas e com porta para o mesmo lado, o que faz supor a existência de um arruamento que as serviria.

Georreferenciação 41º42’33.76″N | 7º31’40.90″O

Fonte: https://www.chaves.pt/

Castro de Loivos / Castro Muradal

IPA.00004176

Loivos, Chaves

Aglomerado proto-urbano. Povoado proto-histórico. Povoado fortificado / castro, circundado por duas linhas de muralhas de planta elipsoidal e com construções habitacionais de planta circular. Fosso escavado no afloramento.

O povoado está defendido por duas linhas de muralha, definindo um recinto com um contorno elipsoidal, com uma extensão máxima de c. de 130 m (N. – S.) por 70 (E. – O.). As duas muralhas que conservam em alguns panos uma espessura de c. de 2,5 m e chegando a atingir c. de 3 m de altura, envolvem o ponto mais alto do monte, e prolongam-se de forma alongada e descendente para S., acompanhando o declive do terreno, unindo-se numa única linha de defesa a NE. Nesta zona, a de mais fácil acesso, que liga o esporão à restante encosta, a defesa está reforçada, de N. a NE por dois fossos escavados no afloramento, intercalados por um talude em terra, apresentando este um pano de muralha no seu coroamento. António Montalvão refere a existência de uma porta na muralha, a N., que não detetamos, se bem que os derrubes a que tem sido sujeita a muralha, pode ter ocasionado o seu ocultamento. Nas plataformas interiores existem construções habitacionais de planta circular.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Castro de Santiago do Monte / Crastas de Santiago

IPA.00005979

São Pedro de Agostém, Chaves

Aglomerado proto-urbano. Povoado da Idade do Ferro. Povoado fortificado / castro e castelo medieval. Sobreposição das estruturas defensivas pelas sucessivas ocupações, pelo que a linha de muralha existente no morro N, que o separa da restante plataforma poderá tratar-se da linha de defesa mais recuada, na zona de mais fácil acesso, a S. e SO, ou uma modificação posterior, reduzindo a área habitacional do povoado, na zona em que se verifica a maior concentração de espólio medieval; sepultura escavada na rocha.

Povoado fortificado que ocupa uma grande plataforma de formato sensivelmente retangular, com uma extensão máxima de c. de 230 metros (N. – S.) por 100 (E. – O.), formada por dois outeiros, cinturados por uma linha de muralha que na vertente O. se adossa aos penedos existentes. Registam-se três entradas, viradas a O., S. e E., apresentando esta última, aparentemente, os cantos arredondados. No seu interior existem habitações de planta circular. Na parte superior da plataforma central encontra-se

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Edifício da Câmara Municipal

Século XIX – De palacete a paço municipal

Edifício construído, na primeira metade do século XIX, para residência de António de Souza Pereira Coutinho, Morgado de Vilar de Perdizes, na zona mais nobre da então vila de Chaves.

Não demorou muito tempo a mudar de uso, já que em 1861, ainda inacabado, é adquirido pela Câmara Municipal, que termina as obras, para uso da administração municipal, mais próxima dos centros de poder da vila.

As suas quatro paredes realçam a verticalidade do edifício, através de pilastras que dividem cada uma delas em três corpos. É este o efeito visual que reforça a fachada principal que se projeta na atual Praça de Camões.

Do seu corpo central sobressai o portal principal, ladeado por dois óculos ovalados, e no topo, o frontão triangular com brasão no tímpano, encimado por relógio. Do seu interior destaca-se a imponente escadaria em granito, que dá acesso aos andares superiores do edifício, o silhar de azulejos azuis com cenas campestres e a existência de salão nobre.

Fonte: https://www.chaves.pt/

Estação Ferroviária de Chaves

IPA.00027103

Largo da Estação, Santa Maria Maior, Chaves

 

Estação ferroviária terminal da Linha do Corgo, delineada dentro da Escola Culturalista, composta por edifício de passageiros e algumas construções de apoio técnico, como o cais coberto e a cocheira de carruagens. O edifício de passageiros apresenta planta retangular, com fachadas rebocadas e pintadas, embasamento de cantaria e silhar de azulejos, cunhais apilastrados coroados por urnas com festões, e terminadas em friso, cornija e beirada; são rasgadas regularmente por janelas de peitoril ou portas de verga recta e abatida, com a caixilharia integrando bandeira, possuindo na fachada virada ao cais de embarque alpendre de cantaria com arcos abatidos ou de volta perfeita apoiada em pilares. Fachada principal com pano central avançado, terminado em cornija alteada e curva ao centro, com os vãos, de verga recta encimados por cornijas retilíneas sobre mísulas entre painéis ou faixas de azulejos, decorados com festões, concheados, motivos fitomórficos, laçarias e a designação da estação, de carácter revivalista neobarroco. Fachadas laterais tendo, ao nível do segundo piso, portal abatido moldurado sob alpendre telhado apoiado em traves sobre mísulas, acedido por escada com guarda plena de alvenaria, ladeado por fresta de topos curvos. Fachada posterior com a cornija alteada e curva ao centro do edifício e alpendre, com os vãos centrais igualmente retilíneos e enquadrados por faixas de azulejos iguais aos da frontaria. No piso térreo dispõe-se ao centro o vestíbulo com zona de expedição de bilhetes. O cais coberto e a cocheira de carruagens apresentam planta retangular simples e fachadas em cantaria aparente, com vãos retilíneos.

Enquadramento: Urbano, isolado, no bairro de Santa Maria Maior, integrado no topo NO. de um largo, com rotunda ajardinada e onde confluem duas avenidas. O edifício de passageiros é circundado por passeio com calçada à portuguesa, já não apresentando na fachada posterior as linhas férreas e respetivas plataformas, estando o pavimento sensivelmente à mesma altura, igualmente pavimentado a calçada à portuguesa, com placas de cantaria e canteiros quadrangulares de flores. A cocheira de carruagens possui em frente da frontaria e do tardoz placas arelvadas e a rua que corre paralela ao edifício na fachada lateral direita desenvolve-se numa cota muito mais elevada.

No Museu Ferroviário existe uma locomotiva de 1904 e outra de 1911, de origem alemã e vindas para Portugal como espólio de guerra, depois da 1ª Guerra Mundial; há ainda uma carruagem-correio e um motociclo de quatro rodas. Existe ainda outro material histórico ferroviário exposto.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Estação Ferroviária de Fonte Nova

IPA.00036227

Rua Fonte Nova, Santa Maria Maior

Chaves

 

Estação ferroviária da Linha do Corgo, construída no início da década de 20 do séc. 20, pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro, formado por gare provisória, onde durante algum tempo terminava a linha, mas atualmente constituído apenas por casa de habituação do guarda, construída em 1935. Apresenta planta retangular irregular, com fachadas evoluindo num único piso, terminadas em cornija de betão e rasgadas por vãos retilíneos e um em arco, sem moldura, as janelas com grades em papo de rola, interiormente organizado em três quartos, uma cozinha, por onde tinha o acesso, e pequenas instalações sanitárias, posteriormente demolidas.

Habitação de pessoal de planta retangular irregular, composta por edifício primitivo e por corpo retangular, construído posteriormente, adossado a sul. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas, rematadas em beirada simples. Fachadas de um piso, rebocadas e pintadas de branco, à exceção da principal, que é em alvenaria de pedra aparente, rematadas em cornija de betão. A fachada principal surge virada a norte, rasgada por porta de verga reta, encimada por lápide, em bronze, inscrita, ladeada por mastros de bandeiras. A fachada lateral esquerda do edifício primitivo tem dois panos, o esquerdo mais recuado, rasgados por janelas de peitoril, sem moldura e com peitoril de cantaria, protegidos por grades de ferro, em papo de rola; o pano direito integra chaminé saliente, que se eleva sobre a cobertura. No corpo adossado abrem-se, a ritmo irregular, quatro janelas de peitoril, também com grades em papo de rola. A fachada lateral direita do edifício primitivo, igualmente de dois panos, com o da esquerda mais recuado e a placa formando alpendre, é rasgado por três janelas de verga reta e uma em arco, também com grades em papo de rola, e duas portas, todas sem molduras; no corpo adossado abre-se, a norte, largo vão da garagem, com porta metálica. A fachada posterior deste corpo é cego.

Enquadramento: Urbano, adossado. Implanta-se nos arredores da vila de Chaves, no lugar da Fonte Nova, disposto de gaveto entre arruamentos e adaptado ao declive do terreno. A sul possui parcialmente adossado corpo retangular, construído posteriormente, com garagem acedida por pequeno logradouro desenvolvido a poente, ao longo da fachada lateral direita.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Estação Ferroviária de Vilarinho de Paranheiras

IPA.00036228

Vilarinho das Paranheiras, Chaves

 

Estação ferroviária da Linha do Corgo, construída no séc. 20, conservando ainda os edifícios de passageiros e das instalações sanitárias públicas, com implantação lateral, paralela às linhas férreas, com estrutura semelhante aos da Estação de Vilela do Tâmega, ainda que com algumas variantes na modinatura dos vãos e remate do corpo de dois pisos. O edifício de passageiros, tem planta retangular composta por corpo de um piso, destinado à área pública e integrando volumetricamente na fachada posterior alpendre sobre pilares de cantaria, e um corpo de dois pisos, destinada à área de habitação.

As fachadas terminam em cornija que, no corpo de dois pisos, é alteada ao centro e possui inferiormente painel de azulejos com a toponímia, e tem no segundo piso janela de sacada ladeada por vaseiras, a da fachada posterior alpendrada; a mesma fachada possui marcação de um arco, no interior do qual se abre janela. A fachada posterior de ambos os corpos foi ainda enobrecida por silhar de azulejos, de padrão policromo, que no corpo térreo que prolonga sob o alpendre. As instalações sanitárias possuem planta quadrangular, interiormente organizados em cubículos sanitários, um por sexo, e área de urinóis alpendrados, interiormente com parede revestida a azulejos de padrão, acedidos em fachadas opostas.

 

http://www.monumentos.gov.pt/

Estação Ferroviária de Vilela do Tâmega

IPA.00036233

Vilela do Tâmega, Chaves

 

Estação ferroviária da Linha do Corgo, construída no séc. 20, conservando ainda o edifício de passageiros e as instalações sanitárias públicas, com implantação lateral, paralela às linhas férreas, de estrutura semelhante aos da Estação de Vilarinho de Paranheiras, ainda que com algumas variantes na modinatura dos vãos e remate do corpo de dois pisos. O edifício de passageiros tem planta retangular composta por corpo de um piso, destinado à área pública e integrando volumetricamente na fachada posterior alpendre sobre pilares de cantaria, e um corpo de dois pisos, destinada à área de habitação. As fachadas terminam em cornija que, no corpo de dois pisos, surge sobre friso de azulejos de padrão, e onde as molduras dos vãos são enriquecidas por cornijas, contracurvas no térreo e retas no segundo piso, onde se abre janela de sacada ladeada por vaseiras. A fachada posterior de ambos os corpos foi também enobrecida por silhar de azulejos, de padrão policromo, que no corpo térreo que prolonga sob o alpendre. As instalações sanitárias possuem planta quadrangular, interiormente organizados em cubículos sanitários, um por sexo, e área de urinóis alpendrados, com acessos em fachadas opostas.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Estação Ferroviária do Tâmega

IPA.00027102

Curalha, Chaves

 

Arquitetura de transportes, de início do século 20, delineada dentro da Escola Culturalista. Apeadeiro ferroviário, composto por edifício de passageiros e algumas construções de apoio técnico, como as instalações sanitárias e o cais coberto. O edifício de passageiros apresenta planta retangular, composto por três corpos, regularmente dispostos, o central de dois pisos e os laterais de um, com fachadas rebocadas e pintadas, embasamento de cantaria e silhar de azulejos, e terminadas em faixa de azulejos iguais, entre frisos de cantaria, e beirada dupla; são rasgadas regularmente por janelas de peitoril ou sacada de verga recta e porta de perfil curvo. Fachada principal com pano central avançado, terminado em cornija encimada por tabela revestida a painel de azulejos com paisagem da região, rematada em cornija contra curvada, e platibanda plena de cantaria lateral; é rasgada, no piso térreo, por porta bífore, de moldura terminada em cornija contracurva e, no segundo, por janela bífore retilínea, ladeada por vaseiras curvas; nos panos laterais abrem-se janela de peitoril com moldura terminada em cornija. Fachadas laterais de dois panos, o maior tendo adossado chaminé ou sendo rasgado por porta de verga recta, e o menor rasgado por janela. Fachada posterior com corpo central apresentando o mesmo remate da frontaria, e sendo rasgado por janela com cornija contracurvada e, no segundo piso, por janela de sacada bífore, com guarda em ferro, entre vaseiras; nos panos laterais abrem-se janelas corridas com caixilharia formando trífora. Antigo corpo das instalações sanitárias de planta retangular, com as fachadas rebocadas e pintadas, cunhais em cantaria, terminadas em beirada simples e rasgadas por vãos retilíneos com moldura terminada em cornija. O cais coberto apresenta planta retangular simples e fachadas em cantaria aparente, com vãos retilíneos.

Georreferência: EN 103. WGS84: 41º42’45.51”N., 7º30’51.74”O

 

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Estação Ferroviária do Vidago

IPA.00027386

Vidago, Chaves

 

Estação ferroviária da Linha do Corgo, construída no início do séc. 20, tendo alcançado certa importância por servir uma estância de águas mineromedicinais considerada como uma das melhores do mundo e com importante hotel, profundamente remodelada e ampliada no início do séc. 21, precisamente para balneário termal. O edifício de passageiros tem planta retangular composta por três corpos, o central evoluindo em dois pisos, separados por friso, e terminado em empena aguda resultante de uma mansarda central, rasgada por óculo, e os laterais num piso, com cunhais em silharia fendida e remate em cornija. As fachadas possuem estrutura semelhante duas a duas, com vãos em arco abatido ou, no piso térreo do corpo central, em arco de volta perfeita, correspondendo a portais e a janelas de peitoril no segundo piso, tendo a fachada posterior, virada à linha, marquise assente em colunelos, decorados na base e capitéis com motivos vegetalistas. No interior, o espaço dividia-se em zona destinada à habitação do pessoal de estação e à área do público, estando atualmente adaptado aos novos serviços. Ao contrário do que acontece na maioria das estações da Linha do Corgo, as antigas instalações sanitárias públicas não possuíam igual número de portais, no setor dos homens, que tinha apenas um, e no das mulheres, que tinha dois, e esses também não tinham a mesma orientação da fachada principal e posterior do edifício de passageiros, mas surgiam transversais à linha. O cais coberto foi também recentemente muito alterado. Os edifícios modernos apresentam fachadas de um piso, de linhas minimalistas, um deles interligando-se com estrutura em ferro e vidro.

Enquadramento: Peri-urbano, adossado, no exterior da povoação. O edifício de passageiros surge paralelo à estrada nacional, possuindo atualmente adossado a sul edifício de construção moderna, no local onde ficavam as instalações sanitárias públicas. Este edifício, na fachada poente possui a inscrição: “BALNEÁRIO / PEDAGÓGICO DE / INVESTIGAÇÃO E / DESENVOLVIMENTO / DE PRÁTICAS / TERMAIS DE VIDAGO”. A norte implanta-se o antigo cais coberto, assente em soco, rampeado a sul, atualmente também alterado com corpo moderno. No enfiamento do edifício de passageiros, desenvolve-se alameda arborizada de acesso ao parque termal de Vidago e ao Palace Hotel do Vidago.

 

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Estação Fronteiriça de Vila Verde da Raia

IPA.00020412

Vila Verde da Raia, Chaves

Arquitetura financeira, do séc. 20. Estação fronteiriça composta por vários edifícios de apoio.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Forte de S. Neutel

Arquitetura militar, seiscentista.

Forte tipo Vauban, com dupla linha defensiva e fosso interno, com uma configuração estrelada semelhante à do vizinho Forte de São Francisco edificados durante as Guerras da Restauração.

Para além da imponência da sua volumetria, salienta-se pela delicadeza de alguns dos seus elementos, como o portal armoriado, com inscrição alusiva à sua edificação, a fonte de mergulho implantada no fosso interior, junto do baluarte SE., com faces abertas por arcos sobre pilares, e a capela maneirista de Nossa Senhora das Brotas erguida no interior.

Fonte: https://www.chaves.pt/

Forte de São Francisco

Nos primórdios da nacionalidade foi fundado nos arredores da então vila de Chaves, o convento de S. João da Veiga pertencente à Ordem dos Templários, que depois se viriam a consagrar à Ordem da Soledade de São Francisco.

Em 1629, o Capítulo Provincial da Ordem da Soledade de São Francisco, celebrado em Vila Viçosa, presidido pelo padre Frei Bernardino da Serra, determina procurar em Chaves local para novo convento, o local escolhido foi uma colina fronteira à vila denominado Alto da Pedisqueira. Assim em 1635, é lançada a primeira pedra para a construção do convento, dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Para a sua construção muito contribuiu o préstimo do seu patrono, o 8º duque de Bragança, D. João IV de Portugal. Por razões militares, e sensivelmente na mesma data, foi construído o forte de N.ª S.ª do Rosário, obra constituída por baluartes e ponte levadiça, que em toda a Guerra da Restauração constituiria excelente defesa da praça da vila de Chaves.

Foi também o cenário da vitória do General Silveira contra os franceses do exército de Soult em 1809.

O Forte alberga hoje no seu interior, depois de devidamente recuperado, um magnífico hotel de quatro estrelas.

Georreferenciação – 41° 44.572’N – 7° 28.151’O

Fonte: https://www.chaves.pt/

Gravuras rupestres de Outeiro Machado / Estação rupestre de Outeiro Machado / Outeiro dos Machados

IPA.00005829

Lugar do Boqueiro, Vale de Anta, Chaves

Sítio pré-histórico. Arte rupestre ao ar livre. Dispostas segundo diversas orientações e representando símbolos cruciformes, em fi, arco ultrapassado, fossetes e em forma de machado.

Descrição: Vasto conjunto de insculturas num rochedo granítico com cerca de 16 m de comprimento máximo, 6 m de largura máxima, e que apresenta uma altura na sua parte central de cerca de 3 m. As representações, que ultrapassam as três centenas, encontram-se dispostas segundo diversas orientações, sendo constituídas por símbolos cruciformes, em fi, em arco ultrapassado, fossetes e gravações em forma de machado.

Enquadramento: Rural, isolado, pequeno outeiro, coberto com carvalhos e vegetação rasteira, na plataforma superior da Veiga de Chaves.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Marcos do Couto de Ervededo

IPA.00029476

Ervededo, Chaves

Marcos de granito paralelepipédicos, apresentando na face principal as armas do arcebispado de Braga ou inscrição.

Local isolado.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Moinho de Água da Curalha

IPA.00027118

Curalha, Chaves

Arquitetura agrícola, vernácula. Moinho de água, de rodízio, de planta retangular disposta perpendicularmente ao curso de água, com fachadas em alvenaria de granito e cobertura em telhado de duas águas. Fachada principal, oposta ao rio, e a posterior terminadas em empena, a primeira rasgada por porta de verga recta e a segunda por fresta; as fachadas laterais são cegas, possuindo na lateral direita, um dos lados maiores do retângulo, cinco caboucos, de verga recta, encimados por arcos de descarga, sobre silhares irregulares, interiormente com cobertura plana e com cubos individualizados para cada cabouço, de pedra, com bucheiro retangular.

Apresenta uma planta retangular irregular, simples, com cobertura homogénea em telhados de duas águas, e alpendre adossado parcialmente a N., de uma água. Fachadas de pano único, em alvenaria de pedra; a principal, virada a N., termina em empena e é rasgada por portal de verga recta, descentrado, com porta de ferro, tendo a verga e os silhares do lado esquerdo inscritos; sobre parte da verga, apoia-se coberto retangular, formando alpendre, apoiado ainda frontalmente em pilar não afeiçoado e lateralmente em muro de pedra miúda. Fachada lateral esquerda cega com chanfro no cunhal SE. e a posterior, terminada em empena, é rasgada por fresta. A fachada lateral direita é igualmente cega, mas, inferiormente rasgam-se, ao nível do solo, as cinco aberturas dos caboucos, de verga recta encimada por pequenos arcos de descarga, apoiados em blocos de pedra irregulares, dispostos na transversal; apresentam cobertura plana em lajes rudimentares. Dois dos caboucos ainda conservam os veios, que se fixavam às mós, a pela e os próprios rodízios, metálicos, com suas penas, que giravam no interior dos caboucos sob a ação da água precipitada pelo cubo, com bucheiro retangular.

Enquadramento: Rural, isolado, na margem N. do Rio Tâmega, num esporão avançado no leito do rio, sobre soco de pedra niveladora do declive, a uma cota de 349 m, com bom enquadramento paisagístico, junto ao qual existe açude; paralela à fachada lateral esquerda existe passadiço de pedra que, continuando, constitui o muro de represar as águas. A porta do moinho é acedida por dois degraus.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Paço dos Duques de Bragança

O imóvel onde está instalado o Museu da Região Flaviense insere-se num complexo monumental dos mais emblemáticos que compõem o centro histórico da cidade de Chaves.

Denominado Paço do Duque de Bragança, honrando a memória de D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, que casou com Dª. Brites, filha do Condestável D. Nuno Alvares Pereira, escolheu, após o matrimónio, a então vila de Chaves para fixar residência. D. Afonso mandou construir perto do castelo o seu palácio, cuja construção terá começado em 1410 e concluída em 1446. Não terá sido uma residência digna de um nobre, mas antes um pequeno albergue, embora dessa primitiva construção não se conheça planta ou desenho, sabendo-se que os condes aí se sentiram bem pois nesta terra nasceram os seus três filhos.

Mais certezas há relativamente à história mais recente do edifício. Sabe-se que em 1739 o Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, General Francisco da Veiga Cabral, mandou construir o edifício cuja fachada se volta para a actual Praça de Camões. O objectivo da sua construção parece ter sido o de aí instalar o quartel da Guarda Principal e a prisão militar. É nestas funções militares que o edifício, resultado da conjugação de diferentes edificações de diferentes datas, com acrescentos e transformações, suplantando possivelmente os restos do antigo paço ducal, vai atingir o porte monumental, com um largo portão, encimado por trabalhosas e artísticas armas reais em pedra. Já possuiu mais um piso, quando aí funcionaram as casernas de um regimento de infantaria, considerado depois inútil e inestético.

Fonte: https://www.chaves.pt/

Pedra Bolideira (Monumento Natural)

A pedra Bolideira localiza-se a cerca de 18 km de Chaves, próximo da estrada nacional nº 103 (Chaves/Bragança) no maciço granítico da serra do Brunheiro que se eleva a este do vale de Chaves e atinge a cota de 919 m de altitude.

Na subida desde Chaves observam-se grandes blocos graníticos, mais ou menos arredondados, que povoam as encostas como gigantescos cogumelos. A famosa “pedra bolideira” é um dos maiores e sem dúvida o mais interessante desses blocos. Tem forma irregular, achatada com mais de 3 m de altura e cerca de 10 m de comprimento e largura, com a particularidade de pesando várias toneladas ser capaz de se mover, em movimento oscilatório, com um empurrão de qualquer pessoa.

Georreferenciação – 41º46’37.85″N | 7º18’58.44″O

Fonte: https://www.chaves.pt/

IPA.00005701

Portugal, Vila Real, Chaves, Tronco

Sítio geológico. Afloramento rochoso granítico partido ao meio e de perfil boleado, assente numa outra pedra, tendo três metros de altura e dez de comprimento e largura, o que permite o seu baloiço pela ação de um simples impulso vertical (pode-se fazer oscilar ou bulir com a mão).

Acessos: Estrada Nacional 103 (Chaves – Bragança), Lugar de Bobadela de Monforte

Enquadramento: Rural, isolada, na serra do Brunheiro, elevada sobre o vale de Chaves, com grandiosos blocos graníticos, rodeado por árvores, junto à estrada nacional, quase no limite do concelho e a caminho de Vinhais.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Pelourinho de Chaves

Datação: séc. XVI

De entre as estruturas erguidas à época consta o pelourinho, símbolo maior da autonomia judicial, conquanto tivesse sido apeado em 1870, para ser reerguido em 1910, antecedendo nova deslocação e reposição, tal como sucedeu com diversos exemplares existentes no país, originando pequenas intervenções de restauro. A sua principal característica é o capitel, onde coexiste uma pirâmide truncada invertida lavrada nas faces – uma das quais ostentando brasão -, encimado por colunelos torcidos nos cantos e um quinto, ao centro, a suportar a esfera armilar.

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de planta quadrangular, de cinco degraus. Do lado E. possui mais um degrau, devido ao declive do pavimento da Praça. Plinto prismático com molduras e chanfro nas arestas, de onde evolui fuste torso, constituído por três elementos, suportando um capitel com molduras e um friso com decoração vegetalista. De um lado do capitel as armas do reino, do outro as de Chaves: brasão com as armas de Portugal, com bordadura de oito castelos, ladeado por duas chaves com grandes palhetões de três dentes voltados para cima e para o centro; servindo de apoio, troço de ponte constituído por quatro arcos. Sobre os cantos do tabuleiro formado pelo capitel destacam-se quatro colunelos torcidos, tendo ao centro um outro liso e maior, encimado por bocel e esfera armilar.

Fonte: https://www.chaves.pt/ ; http://www.monumentos.gov.pt/

Pelourinho de Ervededo

O primeiro município medieval do território que hoje configura o concelho de Chaves foi o de Couto de Ervededo, cuja cabeça ficava na atual povoação da Torre.

Tratava-se de um couto do arcebispado de Braga, que veio a ter foral em 1232, dado pelo arcebispo D. Silvestre Godinho.

O concelho foi extinto em 1853, e dividido em duas freguesias, a de Ervededo e a de Bustelo, sendo ambas integradas no concelho de Chaves. Ervededo teve pelourinho, construído em data desconhecida, e levantado em frente ao edifício dos antigos Paços do Concelho, no lugar da Torre. Foi derrubado em 1895, para aí se construir um chafariz. O largo onde se erguia ainda conserva o topónimo de Largo do Pelourinho.

Georreferenciação 41.816105, -7.492475

Fonte: https://www.chaves.pt/

Poldrado da Curalha

IPA.00027121

Curalha, Chaves

 

Arquitetura de comunicações e transportes, vernácula. Pontão de tabuleiro horizontal, assente em pilares retangulares, constituídos por vários silhares, terminados em perfil triangular e apresentando na última fiada vão de encaixe para um outro silhar mais estreito, de modo a sustentar o pavimento, formado por três lajes dispostas paralela e longitudinalmente.

Pontão de tabuleiro horizontal, com orientação N. – S., sobre 22 pilares, de planta retangular, criando 23 vãos rectos. Os pilares são compostos por silhares retangulares de granito, pouco afeiçoados, terminados, a montante e a jusante, em perfil triangular, formando falsos talhamares; a última fiada superior possui espaço para encaixe de silhares mais finos e largos, que avançam dos pilares, para sustentação do pavimento. Este é constituído por grandes lajes, dispostas longitudinalmente e em número de três ao longo de toda a largura do pavimento, interligados por algum material de enchimento e reforçados por gatos de fero. O pavimento é mais estreito que os pilares da sua sustentação.

Enquadramento

Rural, isolado, lançada sobre o Rio Tâmega, nas proximidades da estrada nacional e do antigo caminho-de-ferro da Linha do Corgo, do qual subsiste, a SO. a ponte ferroviária, actualmente adaptada à circulação rodoviária (v. PT011703100156), e, a NE., o Apeadeiro do Tâmega (v. PT011703100155). A E., a cerca de 100 m. ergue-se moinho de água de rodízio (v. PT011703100158) e um açude. Possui bom enquadramento paisagístico, com campos de cultivo e de pasto a N. e árvores de grande porte a S.; o leito do rio encontra-se coberto por vegetação típica dos sistemas húmidos, dos quais se destacam os juncos.

 

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte da Missa

IPA.00029478

Torre de Ervededo, Chaves

 

Arquitetura de comunicações e transportes, vernácula. Pontão tipo poldrado de tabuleiro horizontal, assente em pilares retangulares, constituídos por vários silhares, de planta retangular, dispostos perpendicularmente às lajes do tabuleiro.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte das Caldas / Ponte do Ribelas

IPA.00003647

Santa Maria Maior, Chaves

 

Ponte medieval de arco de tabuleiro em cavalete, assente em arcos de volta perfeita, tendo a montante talha-mar prismático.

Ponte de tabuleiro em cavalete, com cerca de 27,81 de comprimento, com paramentos em aparelho irregular, assente em dois arcos de volta perfeita, de tamanho bastante desigual, com aduelas estreitas e compridas, algumas sigladas. A montante, entre os dois arcos, possui talha-mar prismático, alto. Tabuleiro inclinado formado por lajes que avançam da estrutura da ponte, sobretudo sobre ambos os arcos, não apresentando guardas laterais.

Acessos: Caminho do Ribelas. WGS84: 41º44’16.60”N., 7º28’23.85”O.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte de Oura

IPA.00003635

Oura, Chaves

 

Ponte de provável construção romana, integrando via do mesmo período, com reformas nas épocas medieval e moderna. É de arco, de tabuleiro em cavalete assente sobre um arco de volta perfeita.

Ponte de tabuleiro em cavalete com uma largura máxima de c. de 4 m. e 14,1 m. de comprimento, assente em arco único de volta perfeita, em cantaria, com pegões cegos, de estribo saliente. O seu pavimento encontra-se muito alterado, já não conservando qualquer laje, sendo constituído por cubos graníticos, registando-se ainda guardas em cantaria. Os paramentos revelam em vários pontos as alterações a que foram sujeito, apresentando, no geral, aparelho regular, embora nas fiadas superiores se registe um aparelho irregular de blocos mal faceados. O intradorso do arco preserva uma série de agulheiros para encaixe dos cimbros.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte de Santiago

IPA.00029479

Agrela de Ervededo, Chaves,

 

Ponte de provável construção medieval, do tipo poldrado de tabuleiro horizontal, assente em pilares retangulares, constituídos por vários silhares, permitindo apenas a passagem individual de peões ou animais

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte do Arco

IPA.00000530

São Lourenço, Chaves

Ponte romana, de arco com tabuleiro sobre um arco de volta perfeita, sem qualquer tipo de enchimento. Alguns silhares apresentam almofada e marca de forfex.

Ponte conservando o primitivo arco em volta perfeita, com uma altura de 1,1 m e uma abertura de 3,9 m, constituído por aduelas almofadadas, ainda que de um dos lados tenham caído alguns silhares da primeira fiada. Apresenta uma largura de 4,5 m e cerca 9,8 m. de comprimento, sendo o seu piso constituído por grandes lajes de granito, delimitado por lajes faceadas lateralmente. Conservam-se igualmente algumas pedras das fiadas inferiores do lado montante, sendo o alicerce, aparentemente, o original.

Enquadramento: Rural, na periferia de São Lourenço, sobre o Ribeiro do Caneiro, na encosta O. da Serra do Brunheiro, onde surgem vestígios de uma via romana que ligava Chaves a Astorga, junto à EN 213 e próxima do miradouro sobre vale de Chaves, ainda utilizada como caminho agrícola, sendo, até ao início do séc. 20, a única via de acesso à Serra. Encontra-se envolvida por muita vegetação.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte do Meirinho

IPA.00029477

Torre de Ervededo, Chaves

Arquitetura de comunicações e transportes, vernácula. Pontão tipo poldrado de tabuleiro horizontal, assente em pilares retangulares, constituídos por vários silhares, dispostos perpendicularmente às lajes do tabuleiro.

Enquadramento: Rural, isolado, sobre o ribeiro do Meirinho, estabelecendo a ligação mais próxima entre o Lugar da Torre e o fundo da Vila, o primitivo povoado do Couto.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte Ferroviária do Tâmega

IPA.00027119

Curalha, Chaves

Arquitetura de comunicações e transportes, do séc. 20. Ponte de arco construída para a circulação ferroviária, integrada numa linha de via estreita, em argamassa hidráulica revestida a cantaria, com tabuleiro plano sobre amplo arco central e dois secundários para aligeiramento dos tímpanos, menores, e guarda em cantaria e gradeamento.

Ponte de tabuleiro horizontal, com orientação sensivelmente a N. – S., paramentos em alvenaria de granito, de aparelho regular, composto por três secções, definidas por falsos perpianhos, os dos extremos correspondendo aos pilares encontros, sensivelmente mais salientes, e o central correspondendo ao vão da ponte. O tabuleiro assenta sobre amplo arco de volta perfeita, com 32,50 m de corda e 9,00 m de flecha, com aduelas estreitas e compridas, encimadas por cornija, bastante saliente, e, sobre dois arcos secundários, dispostos lateralmente e parcialmente sobre o arco central, também de volta perfeita, com 6,00 m de corda e 2,25 m de flecha, de aduelas estreitas e compridas; estes arcos, arrancando de imposta bastante saliente, internamente, a que encima o arco central, prolongando-se para o seu intradorso, e, externamente, assentando em pilar com falsos perpianhos, foram projetados para aliviar o arco principal e, sobretudo, aumentar a secção do vão da ponte. Os paramentos da ponte terminam em cornija de perfil retilíneo, bastante saliente, assente na secção central em falsas mísulas, igualmente de perfil reto. Pavimento de terra batida sobre placa de betão, protegido parcialmente por guardas plenas de cantaria, com remate avançado para o exterior, e gradeamento de ferro.

Enquadramento: Rural, isolado, integrado na linha ferroviária da Linha do Corgo, nas imediações da estrada nacional, lançada sobre o rio Tâmega, a 349 m de altitude, assentando diretamente no afloramento rochoso, em ambas as margens, estando parcialmente encoberta por vegetação de médio e grande porte.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte Guilherme

IPA.00005897

Calvão, Chaves

Ponte construída na época moderna, sobre uma provável pré-existência medieval, de arco com tabuleiro em cavalete assente sobre um arco de volta perfeita. Tabuleiro em cavalete pouco pronunciado; paramentos em aparelho ciclópico de grandes silhares, bem aparelhados, em fiadas irregulares; fiada superior do paramento representa simultaneamente a primeira das guardas.

Descrição: Ponte de tabuleiro em cavalete, pouco pronunciado, com uma largura máxima de c. de 4 m, assente em arco único de volta perfeita, em cantaria, com pegões cegos. O seu pavimento encontra-se muito alterado, sendo constituído por um piso de saibro compactado e algumas lajes de granito no centro do tabuleiro. Os paramentos revelam os sucessivos arranjos, sendo constituído por um aparelho ciclópico de grandes silhares, bem aparelhados, em fiadas irregulares, apresentando o paramento do lado montante um remeximento mais acentuado. A última fiada do paramento dos pegões representa simultaneamente como a primeira fiada das guardas, que já só se conservam nas extremidades do tabuleiro. O intradorso do arco preserva uma série de agulheiros para encaixe dos cimbros.

Acessos: Lugar da Ribeira, estradão desde a Igreja do Cemitério

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte Romana de Trajano

A ponte romana sobre o Rio Tâmega é o legado mais importante do império a “Aquae Flaviae”.

Foi concluída no tempo do Imperador Trajano, entre o fim do século I e o princípio do século II d.C. É uma obra notável de engenharia, com cerca de 150 metros de comprimento. Os 12 arcos visíveis são de volta perfeita e formados por enormes e robustas aduelas de granito. No entanto, há pelo menos mais seis arcos soterrados pelas construções, de um lado e do outro do rio. A meio da ponte estão implantados dois documentos epigráficos de carácter honorífico em tributo das gentes flavienses e dos dez povos que ajudaram na sua construção. Esta ponte é o mais característico ex-libris de Chaves.

Cumpriu a função de acesso principal à cidade pelo bairro da Madalena até à década de 50 do século XX, altura em que foi inaugurada a ponte Eng.º Barbosa Carmona.

Atualmente, encontra-se encerrada ao trânsito funcionando apenas como ponte pedonal.

 

Georreferenciação – 41° 44.296’N – 7° 28.025’O

Fonte: https://www.chaves.pt/

Povoado do Alto do Vamba

IPA.00006019

Vilarelho da Raia, Chaves

 

Aglomerado proto-urbano. Povoado proto-histórico. Povoado fortificado / castro com construções de planta circular e quadrangular na zona mais elevada, defendido por duas cinturas de muralhas de planta elipsoidal e um fosso na zona de mais fácil acesso.

Descrição: O povoado apresenta duas linhas defensivas, definindo um recinto de contorno elipsoidal, com uma extensão máxima de c. de 200 m (NE. – SO.) por 150 m (NO. – SE.). As muralhas são construídas com pedra bem faceada, em aparelho irregular assente em seco, conservando excelentes lanços de muralha, principalmente no flanco NO. – O., com cerca de 8 m de altura. Deste mesmo lado, o de mais fácil acesso, conservam-se vestígios de um fosso cortado no afloramento com c. de 5 m de largura. O perímetro definido pelas muralhas envolve o ponto mais alto do monte, e prolonga-se de forma alongada e descendente para SE., acompanhando o declive do terreno. A muralha apresenta em certas zonas uma construção em socalcos, e aproveita alguns grandes penedos a que se adossa. Uma segunda muralha, exterior à primeira, prolonga o recinto para E., criando deste modo uma plataforma artificial, sendo visível o alicerce da porta que ligava os dois espaços. Na zona mais elevada do povoado observam-se os alicerces de uma construção retangular, de cantos arredondados, e na vertente E., sobranceira à porta, notam-se vestígios de construções circulares e quadrangulares. O espólio recolhido é constituído por fragmentos de cerâmica da Idade do Ferro, alguns dos quais são de cerâmica manual ou a torno lento, ligeiramente micácea, barro de construção com negativos de ramos, escórias de ferro, mós de naveta e rebolos.

Acessos: Cambedo, caminho de pé posto a partir do largo junto à Capela de São Gonçalo.

Enquadramento: Rural, isolado, remate de esporão, de encostas íngremes, virado a SE., coberto de pinhal e vegetação rasteira, sobranceiro à Veiga do Tâmega.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

 

Povoado do Outeiro dos Mouros

IPA.00005915

Calvão, Chaves

Aglomerado proto-urbano. Povoado proto-histórico. Povoado fortificado / castro defendido por três linhas de muralha, de planta sensivelmente trapezoidal, e por torreão arredondado.

Descrição: O povoado está rodeado por três linhas defensivas que definem um recinto com um contorno sensivelmente trapezoidal. As muralhas, que chegam a atingir c. de 4 m de altura, envolvem o povoado, convergindo a E, zona de declive mais acentuado, numa única linha defensiva. A muralha exterior do lado O., zona de mais fácil acesso, está reforçada por um torreão arredondado, não sendo possível verificar se estaria a flanquear alguma entrada. O espaço defendido inter-muralhas forma algumas plataformas, sobretudo a O. e SO onde o espaço entre estas é maior, zona em que se detetam alguns alinhamentos e amontoados de pedras e, na plataforma a SO, os afloramentos apresentam entalhes reveladores de assentamento de estruturas.

Acessos: Calvão, EM Chaves – Calvão, estradão a partir da capela de Nª Srª da Aparecida

Enquadramento: Rural, isolado, outeiro em patamar de encosta, coberto com giestas e vegetação rasteira, sobranceiro a uma linha de água afluente da Ribeira de Calvão.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Povoado fortificado da Curalha / Castelo

IPA.00005945

Curalha, Chaves

 

Aglomerado proto-urbano. Povoado da Época romana com ocupação medieval. Povoado fortificado / castro de planta elipsoidal, circundado por três linhas de muralhas reforçadas. As muralhas são reforçadas por um campo de pedras fincadas e existem rampas de acesso adossadas à muralha.

Descrição: Povoado de planta elipsoidal definido por três linhas de muralhas, construídas com silhares assentes em seco, em aparelho poligonal e irregular, constituídas por dois paramentos paralelos preenchidos interiormente com pedra miúda; o sistema defensivo é ainda reforçado, a NE. a N. – NE., por um campo de pedras fincadas. A primeira e a segunda linha de muralha circundam o povoado, estando bastante próximas entre si, enquanto que a terceira linha só está testemunhada a NO. num lanço com c. de 10 m de extensão. A primeira muralha, que atinge uma espessura de c. de 5 m, apresenta três portas, a N., E. e SO., tendo sido detetadas cinco rampas de acesso, enquanto que a segunda muralha apresenta uma única entrada a N. – NE.. A estrutura interna apresenta, na zona escavada, uma fiada de construções retangulares adossadas à muralha, com a parede divisória comum, possuindo uma abertura para um arruamento, que partindo da porta E. bifurca para cada um dos lados desta, acompanhando o contorno da muralha. Este caminho, calcetado por lajes de granito, segue, para além das direções referidas, para O., circundando, aparentemente, o maciço rochoso que coroa a estação, no qual existem vestígios de uma construção circular, que o aproveita para assentamento do alicerce. Em situação idêntica, embora a cota inferior, identificou-se outra construção, desta feita de planta retangular. Um outro conjunto de casas, existentes na parte central do recinto, apresentam igualmente um formato rectangular com parede divisória comum, estando perfeitamente alinhadas e com porta para o mesmo lado, o que faz supor a existência de um arruamento que as serviria. As paredes das construções apresentam dois paramentos.

Acessos: Curalha, estradão a partir do km 162 da EN 103.

Enquadramento: Rural, periférico, outeiro pouco pronunciado na base de encosta, junto ao Rio Tâmega, coberto com giestas e vegetação rasteira.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Santuário Rupestre de Bustelo / Fraga das Passadas

IPA.00021764

Bustelo, Chaves

Santuário rupestre. Rocha granítica com pegadas de diversos tamanhos, entre elas uma de santálica com orla cravejada.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

 

Santuário Rupestre de Eiras

IPA.00021763

Eiras, Chaves

 

Arquitetura religiosa. Santuário rupestre. Grande rocha granítica, com pias e canais escavados.

 

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Termas Medicinais Romanas de Chaves

IPA.00034448

Santa Maria Maior, Chaves

Termas medicinais de construção romana, figurando, segundo o arqueólogo da Câmara de Chaves, Sérgio Carneiro, entre as maiores e mais bem conservadas termas medicinais romanas da Península Ibérica, e entre as maiores do Império, apenas comparáveis às de Baia (Itália), Hamat Gader (Israel), Bath (Inglaterra) e Badenweiler (Alemanha). O edifício incluía duas grandes piscinas, mais sete de pequenas dimensões, um complexo sistema hidráulico de abastecimento às infraestruturas e uma grande abóbada. O balneário está entre os cinco mais bem preservados do mundo, tendo ainda todo o sistema hidráulico a funcionar.

Descrição: Compõem-se de uma série de estruturas, integrando um balneário termal e edifícios anexos.

Acessos: Santa Maria Maior, Largo do Arrabalde

Enquadramento: Urbano, em pleno centro histórico, numa praça desenvolvida lateralmente ao enfiamento da rua a partir da ponte, nas imediações da mesma e junto ao Tribunal Judicial de Chaves

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Vale de Lagares

IPA.00005785

Outeiro Seco, Chaves,

Lagares de vinho romanos, escavados na rocha de contorno retangular, com lagareta retangular e bica perfurada.

Descrição: Conjunto constituído por dois lagares escavados no afloramento granítico, dispostos lateralmente, sendo de maiores dimensões o que se encontra no quadrante N.. Apresentam tanque de forma retangular, estando ligados por uma bica perurada, as lagaretas, igualmente de forma retangular, que possuem pequena concavidade central, de possível esvaziamento da mesma. Todo o conjunto se encontra envolvido por um complexo sistema de entalhes circulares e retangulares relacionado com a sua funcionalidade.

Acessos: Estradão a partir da EM Outeiro Seco – Vilela Seca.

Enquadramento: Rural, isolado, encosta de pendor suave virada a E., coberta de pinhal e vegetação rasteira, sobranceira à Veiga do Tâmega.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/