Procurar

Conheça o vasto Património Histórico existente no concelho de Boticas

Alto do Castro

Povoado Fortificado

Localização: Vilar
Coordenadas Geográficas: N: 41.66697 W: -7.72868
Freguesia: Vilar
Localidade: Vilar
Acessos: EM 528, virando num estradão à esquerda, por entre terrenos cultivados.

A Lés-sudeste da aldeia de Vilar, no cimo de cabeço rochoso, no meio de campos agrícolas, entre duas linhas de água próximo da sua confluência com o rio Beça, encontra-se um povoado fortificado de pequenas dimensões, com cerca de 1ha, a que chamam o Alto do Castro ou Castelo dos Mouros.

Segundo Fontes e Andrade (2005), este castro está protegido por um sistema defensivo constituído por duas linhas de muralha/taludes, de pequeno perímetro, sendo a primeira bastante visível, nomeadamente o seu derrube de grandes dimensões. A segunda linha de muralha, paralela à primeira, somente é perceptível dos lados Norte e Este.

De acordo com Fontes (1992) no interior do recinto das plataformas é possível identificar vestígios de habitações, de planta circular. Esse mesmo autor refere ter encontrado fragmentos de cerâmica micácea indígena à superfície.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 56.

Castro da Gestosa

Povoado Fortificado

Localização: Gestosa, perto do Alto do Pinheiro
Coordenadas Geográficas: N: 41.65828 W: -7.83459
Freguesia: Dornelas
Localidade: Gestosa
Acessos: ER 311, junto à Ribeira da Gestosa, a poucos metros da estrada.

A Sudeste da aldeia da Gestosa, próximo da ER 311, encontra-se o Castro da Gestosa, a que também chamam Souto de Lamas ou Castro de Lamas. Implantado num esporão sobranceiro à aldeia, trata-se de um povoado fortificado de grandes dimensões que, de acordo com Fontes e Andrade (2005), se estende por uma área de aproximadamente 3ha.
Para além das condições de defesa natural, este castro foi dotado de um complexo sistema defensivo: tem três linhas de muralhas, ainda bem conservadas, de aparelho poligonal cuidado, fossos duplos e pedras fincadas. Na plataforma superior estão identificados vestígios de habitações circulares, neste espaço foram recolhidos fragmentos de cerâmica micácea indígena. Ao contrário do que aconteceu com os restantes povoados fortificados da Idade do Ferro implantados na parte Oeste do concelho, o Castro da Gestosa foi romanizado. Este castro encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 29/90, DR n.º 163, de 17 de Julho de 1990).

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 10.

Castro da Malhó

Povoado Fortificado

Localização: Ardãos
Coordenadas Geográficas: N: 41.75756 W: -7.62404
Freguesia: Ardãos
Localidade: Ardãos
Acessos: EM 527, a seguir à aldeia de Ardãos, virar à esquerda no estradão depois da Ribeira do Ferrugento.

A Sudoeste da aldeia de Ardãos, num outeiro sobranceiro à ribeira do Ferrugento, encontram-se vestígios de um povoado fortificado, característico da Idade do Ferro, o Castro da Malhó.

Este povoado estava protegido por três linhas de muralhas encaixadas nas penedias, destacando-se, pelo estado de conservação, a que se situa no patamar mais elevado, perto do cume. Fontes e Andrade (2005) referem a existência de um possível fosso na base da encosta Sudeste e na encosta Oeste vestígios do que parece ter sido um campo de pedras fincadas, sistemas complementares de defesa.

O Castro da Malhó, que abrange uma área de cerca de 1ha, tem nas plataformas interiores vestígios de habitações, mas não apresenta indícios de ter sido romanizado.A Leste deste povoado encontra-se um troço de via romana, o Caminho da Malhó, vestígios de um antigo traçado da via romana, que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga) por Aquae Flaviae (Chaves), variante Pindo – Malhó – Poço das Freitas – Sapelos – Senhor dos Milagres.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n. º23.

Castro da Murada da Gorda

Povoado Fortificado

Localização: Ardãos
Coordenadas Geográficas: N: 41.77613 W: -7.62166
Freguesia: Ardãos
Localidade: Ardãos
Acessos: EM 527 até Ardãos, aí segue-se pelo caminho que sai pelo cimo da aldeia.

A Noroeste da aldeia de Ardãos, no cimo de um cabeço pedregoso, na Serra do Pindo, sobranceiro à ribeira das Cerdeirinhas, encontram-se vestígios de um povoado fortificado característico da Idade do Ferro, o chamado Castro da Murada da Gorda.

Fontes e Andrade (2005) referem a existência de um sistema defensivo constituído por uma linha de muralhas, com pequenos troços que terminam na abundante penedia. Na zona Noroeste do povoado encontra-se um fosso e, no lado ocidental, na zona mais a Sul, foi identificada uma pequena muralha que parece configurar uma espécie de talude/ trincheira, protegendo a zona mais acessível.

Deste povoado, que ocupa uma área de cerca de 1ha, tem-se uma ampla visibilidade sobre a paisagem. Não foram identificados vestígios de construções no patamar do interior do recinto, nem existem registos de recolha de achados arqueológicos. Este castro também não apresenta indícios de ter sido romanizado.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 24.

Castro de Carvalhelhos

Povoado Fortificado

Localização: Carvalhelhos
Coordenadas Geográficas: N: 41.69862 W: -7.73264
Freguesia: Beça
Localidade: Carvalhelhos
Acessos: EM 520-1 até ao centro da aldeia Carvalhelhos, seguindo depois por um estradão asfaltado, até ao castro.

A Noroeste da aldeia de Carvalhelhos, num pequeno outeiro em esporão, na margem direita do rio Beça, sobranceiro às caldas de Carvalhelhos, encontra-se um grandioso povoado fortificado, o Castro de Carvalhelhos ou “Castelo os Mouros”, como também é designado. São vários os autores, como Fonte (2008), Fontes e Andrade (2005) e Santos Júnior, entre outros, que fazem especial referência ao imponente sistema defensivo que este povoado possui. Constituído por duas linhas de muralha com rampas interiores de acesso, complementado por dois fossos de grandes dimensões e um campo de pedras fincadas bastante bem preservado, situado a Sudoeste, a defesa do povoado é complementada por um paredão paralelo ao ribeiro e uma vala a anteceder o primeiro fosso do lado Este. Este castro, com todo o sistema defensivo, ocupa uma área com cerca de 3ha.

Tem uma porta de entrada do lado Sudoeste que dá acesso às plataformas do interior do recinto, onde se encontram restos de construções de planta circular e rectangular postas a descoberto no decorrer das inúmeras escavações realizadas por Santos Júnior e a sua equipa, a partir dos anos 50 do século XX. Segundo Santos Júnior (Júnior et alii, 1983) no recinto cimeiro encontraram 7 casas, 4 circulares e 3 rectangulares, e fora de muralha, na encosta do lado nascente 4, 2 circulares, uma delas com vestíbulo, e 2 rectangulares.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 44.

Castro de Côto dos Corvos

Povoado Fortificado

Localização: Alturas do Barroso, no cimo da Serra do Barroso, no Côto dos Corvos um dos cotos que formam os “Cornos das Alturas”
Coordenadas Geográficas: N: 41.71300 W: -7.82739
Freguesia: Alturas do Barroso
Localidade: Alturas do Barroso
Acessos: EM 520 em direcção a Alturas do Barroso.

A cerca de 1 km a Noroeste da aldeia de Alturas do Barroso, implantado na parte mais elevada da Serra do Barroso, no Coto do Corvos, encontra-se um povoado fortificado característico da Idade do Ferro, a que chamam Côto dos Corvos ou Couto dos Corvos.Trata-se de uma elevação pedregosa onde se observam três linhas de muralhas em aparelho poligonal irregular de granito, que se desenvolvem paralelas pela vertente Este, aproveitando a penedia e dotando a encosta de terraplenos onde se encontrariam as estruturas habitacionais.

Segundo Fontes e Andrade (2005) este povoado ocupa uma área aproximada de 3ha. Neste local foram recolhidos fragmentos de cerâmica micácea indígena, e, dispersas pela superfície, encontram-se inúmeras pedras afeiçoadas. Não apresenta indícios de romanização.

O Coto dos Corvos é o castro que mais elevada altitude se encontra (1200m), o que faz deste espaço um excelente miradouro da região do Barroso. Do seu cume avistam-se as cadeias montanhosas que abrigam a região, ligadas por vales entrecortados por barragens, extensas áreas de maninho, florestas, campos de cultivo, aldeias, enfim, uma imensidão de paisagens e contrastes.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 06.

Castro de Ervas Ruivas

Povoado Fortificado

Localização: Lousas
Coordenadas Geográficas: N: 41.61122 W: -7.82798
Freguesia: Dornelas
Localidade: Lousas
Acessos: CM 1045 até à aldeia de Lousas, seguindo depois por um estradão à esquerda.

A Sudeste da aldeia de Lousas, no cimo de um cabeço pedregoso, ladeado pelo ribeiro de Lousas, encontram-se as ruínas de um antigo povoado fortificado da Idade do Ferro, conhecido como Castro de Ervas Ruivas ou Areais.

Segundo Fontes e Andrade (2005), identificam-se ruínas de duas linhas de muralhas circundantes, abarcando uma área de aproximadamente 1ha. Da primeira muralha, resta um grande derrube que se prolonga pela zona do cume, sendo bem visível um dos paramentos, de aparelho poligonal irregular de blocos de xisto, numa extensão considerável. Da segunda muralha, poucos metros abaixo da primeira, identifica-se um pequeno troço com aproximadamente 1m de altura, estando o restante oculto por densa vegetação.

Fontes (1992) refere que no interior do recinto amuralhado é possível identificar alguns vestígios de construções e fragmentos de cerâmica micácea indígena.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 66.

Castro de Lavradas

Povoado Fortificado

Localização: Lavradas / Lamachã
Coordenadas Geográficas: N: 41.71788 W: -7.75798
Freguesia: Beça
Localidade: Lavradas
Acessos: EM 519-A

Segundo Fontes e Andrade (2005) o sistema defensivo deste castro é constituído por três muralhas circundantes e um fosso de consideráveis dimensões. As muralhas já estiveram mais visíveis, sendo descritas como possuindo um excelente aparelho poligonal. Apesar da vegetação abundante, percebem-se derrubes de grandes dimensões. Nas plataformas, foram identificados bastantes vestígios de habitações. Este povoado não apresenta indícios de romanização.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 65.

Castro de Nogueira

Povoado Fortificado

Localização: Nogueira
Coordenadas Geográficas: N: 41.74481 W: -7.63344
Freguesia: Bobadela
Localidade: Nogueira
Acessos: 527 até Nogueira, seguindo depois por um estradão, à esquerda, no sentido Bobadela – Nogueira.

A Noroeste da aldeia de Nogueira, num esporão da vertente Sudeste da serra do Leiranco, em posição proeminente e com boas condições naturais de defesa, encontram-se vestígios de um povoado fortificado, é o chamado Castro de Nogueira.De acordo com Fontes e Andrade (2005), as condições de defesa naturais deste castro foram complementadas com um sistema defensivo constituído por duas linhas de muralhas e na vertente Noroeste, onde o acesso é mais fácil, adicionaram pedras fincadas.

A primeira linha de muralha está bastante deteriorada, por seu lado a segunda, melhor conservada, abarca a plataforma superior, configurando uma espécie de acrópole, onde se encontram vestígios de estruturas habitacionais.

Neste povoado, que abarca uma área de cerca de 2ha, foram recolhidos inúmeros fragmentos de cerâmica micácea indígena e comum romana, alguns dos quais Santos Júnior et alii (1886) identificaram como fragmentos de bordos e fundos de vasos pequenos. Santos Júnior refere ainda que perto deste castro se encontra um troço de via romana.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n. º 22.

Castro de Outeiro Pardo

Povoado Fortificado

Localização: Boticas
Coordenadas Geográficas: N: 41.67750 W: -7.64920
Freguesia: Boticas
Localidade: Boticas
Acessos: EN 311, na direcção de Pinho, junto à zona industrial.

A Sudeste da vila de Boticas, num cabeço pedregoso, na margem direita do rio Terva, encontram-se vestígios de um antigo povoado fortificado, conhecido como Outeiro do Pardo.

Este povoado está ladeado pelo rio Terva, apenas o lado Noroeste tem acesso por terra. Segundo Fontes e Andrade (2005) neste espaço ainda são visíveis dois panos de muralha circundantes de pequeno perímetro, que se estenderiam por uma área de aproximadamente 1ha. Uma das linhas localiza-se junto à cumeada, outra junto ao sopé de uma pequena elevação que se situa na zona Norte do esporão. Esta elevação na zona Norte proporciona um controlo sobre o acesso pela zona de maior vulnerabilidade. De facto, toda esta zona é ocupada por um grande derrube onde são encontradas mós tipo “cella”. Nesta zona percebe-se a existência de um patamar mais ou menos aplanado, sendo provável a existência de uma muralha de reforço.

Santos Júnior (Santos Júnior et alii, 1983) refere a recolha de vários fragmentos de cerâmica micácea indígena, e um fragmento de tégula, indício que comprova a ocupação romana deste local.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 40.

Castro de Rio Mau

Povoado Fortificado

Localização: Codessoso
Coordenadas Geográficas: N: 41.65245 W: -7.69969
Freguesia: Codessoso
Localidade: Codessoso
Acessos: Pela estrada N-312,em direcção a Ribeira de Pena,depois da capela de Sta.Barbara virar á esquerda.

 

Num esporão cónico que domina as nascentes da corga do Monte Meã, sobranceiro á estrada 312, identificam-se ruínas de um duplo fosso de perimetro sub-circular, nos lados Este e Norte seguido de um talude de terra e cascalho, abrangendo uma área total de aproximadamente 2ha. Não foi recolhido qualquer material, mas referencia-se o achado de tegulae, de cerâmica micácea indigena e de escórias de fundição de ferro, na plataforma inferior.

Trata-se de um povoado fortificado característico da Idade do Ferro, Vulgarmente designado como castro. Apresenta índicios de romanização e de actividade metalúrgica.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 09.

Castro de Sapelos

Povoado Fortificado

Localização: Sapelos, perto da EN 103
Coordenadas Geográficas: N: 41.71439 W: -7.60442
Freguesia: Sapiãos
Localidade: Sapelos
Acessos: EN 103 (sentido Chaves), depois da saída para Sapelos, virar à direita, ao Km 151,6.

A Su-sudoeste da aldeia de Sapelos, num promontório em esporão, alongado sobre a margem esquerda do rio Terva, encontram-se vestígios de um antigo povoado fortificado, o Castro de Sapelos.

De acordo com Fontes e Andrade (2005), este povoado, defendido por um complexo sistema defensivo constituído por duas linhas de muralhas e dois fossos circundantes, de grande perímetro, ocupa uma área de aproximadamente 3ha.

No interior do recinto amuralhado identificam-se vestígios de estruturas habitacionais. Os vestígios materiais, como fragmentos de cerâmica micácea indígena e fragmentos de cerâmica comum romana e pedaços de tégula indiciam que este povoado foi ocupado durante a Idade do Ferro e a romanização.

Os povos, que ao longo dos séculos habitaram este castro, dedicavam-se à exploração aurífera, pois, na envolvente deste castro encontram-se as chamadas Minas de Sapelos.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 21.

Castro de Vilarinho Seco

Povoado Fortificado

Localização: Vilarinho Sêco, no cimo de um monte a que chamam Couto dos Mouros
Coordenadas Geográficas: N: 41.67969 W: -7.80118
Freguesia: Alturas do Barroso
Localidade: Vilarinho Sêco
Acessos: CM 1035, segue-se pela rua que atravessa a aldeia.

A cerca de 1km a Su-Sudeste da aldeia de Vilarinho Seco, no promontório ocidental da serra das Alturas, sobranceiro à ribeira da Urzimeira, existem vestígios de um povoado fortificado da Idade do Ferro.  O Couto dos Mouros, ou Castro de Vilarinho Seco, como também é designado, está implantado num monte com o mesmo nome.

Segundo Fontes e Andrade (2005), são visíveis duas linhas de muralha, de aparelho poligonal irregular, que se desenvolvem principalmente na vertente Sudeste. As muralhas, em parte derrubadas, seriam de grandes dimensões, podendo o povoado estender-se por uma área de 2ha.Não se encontram vestígios de habitações visíveis à superfície, pois estão tapadas pela terra e vegetação abundante, neste espaço foram encontrados pedaços de cerâmica indígena. Este castro não apresenta indícios de romanização.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 09.

Castro do Brejo

Povoado Fortificado

Localização: Bobadela
Coordenadas Geográficas: N: 41.73723 W: -7.62757
Freguesia: Bobadela
Localidade: Bobadela
Acessos: EM 527, seguindo, depois da aldeia de Bobadela pelo estradão de acesso à Casa Florestal de Bobadela.

A Noroeste da aldeia de Bobadela, no sopé da vertente Este da Serra do Leiranco, encontra-se implantado um pequeno povoado fortificado.O Castro Brejo ou Cidadonha assenta no alto de um cabeço pedregoso e está circundado por uma linha de muralha, com um perímetro inferior a 1ha, bastante destruída.

Segundo Fontes (1992) no interior do recinto identificam-se ténues vestígios de estruturas habitacionais. Todavia, os elementos de cultura material referenciados para este povoado atestam a sua ocupação por um vasto período temporal, abarcando a Idade do Bronze, Idade do Ferro e o período romano. Para Fontes e Andrade (2005) esta cronologia é confirmada pela cerâmica manual, micácea indígena e fragmentos de tégula (Fontes, 1992), dois machados planos, de bronze e outro de pedra polida (dolerite) (Santos Júnior et alii, 1986), bem como o achado de moedas, uma roca de metal e um machado de bronze de dupla aselha (Santos Júnior et alii, 1983).

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 11.

Castro do Cabeço

Povoado Fortificado

Localização: Granja, na Serra do Leiranco
Coordenadas Geográficas: N: 41.70652 W: -7.65650
Freguesia: Granja
Localidade: Granja
Acessos: EN 103, aproximadamente ao Km 146.

A Nor-Noroeste da aldeia da Granja, num cabeço a meio da vertente Sul da Serra do Leiranco, dominando a ampla veiga sobre o rio Terva desde Bobadela até Boticas, erguem-se os vestígios de um povoado fortificado, o Castro do Cabeço, que no seu conjunto abrange uma área de 5ha.

Segundo Fontes e Andrade (2005) este castro estava defendido por duas robustas muralhas circundantes, de aparelho poligonal irregular, antecedidas no lado Nordeste por um fosso largo e fundo, com talude exterior.

Nas plataformas interiores encontra-se ruínas de casas de planta circular, algumas com pavimentos lajeados e revelando nos troços de paredes visíveis o característico aparelho poligonal. Recolhem-se à superfície abundantes fragmentos de tégula e ímbrice, e de cerâmica micácea indígena e comum romana. Na vertente Sudeste deste castro foram identificados vestígios de tégula e de ímbrice, cuja presença, segundo estes autores, poderá indiciar a sua extensão para fora das muralhas.

No sopé, na zona Sudoeste, foi encontrado um penedo granítico, com cerca de 5 metros de comprimento por dois de largura, contendo algumas gravuras. Estas figuras, gravadas numa superfície aplanada ligeiramente virada a Sul, são constituídas por várias covinhas e alguns sulcos e encontram-se descritas no inventário do IPA (ex – Instituto do Património Arqueológico), disponibilizado na base de dados do património arqueológico (endovélico), no site do IGESPAR, individualizadas como Cabeço 2.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 29.

Castro do Muro de Cunhas

Povoado Fortificado

Localização: Ardãos / Seara Velha
Coordenadas Geográficas: N: 41.76648 W: -7.58066
Freguesia: Ardãos
Localidade: Ardãos
Acessos: EM 527 e depois por um estradão até à base do Castro.

A Este de Ardãos, entre esta aldeia e a de Seara Velha (Chaves), no limite dos concelhos de Boticas e Chaves, encontra-se o Castro do Muro de Cunhas, assente num monte cónico.

Este povoado fortificado, característico da Idade do Ferro, é um reduto amuralhado, onde ainda são visíveis partes das duas linhas de muralhas, de aparelho poligonal irregular, que o ladeavam, sistema de defesa complementado por um campo de pedras fincadas, localizado vertente Norte do povoado. Na plataforma superior, segundo Fontes e Andrade (2005) identificam-se indícios notórios de uma habitação de planta sub-circular, bem como evidentes vestígios de blocos afeiçoados que teriam feito parte de outras habitações. Santos Júnior (Santos Júnior et alii, 1986) refere ainda a existência de pedras talhadas com covinhas e sulcos.

Neste povoado, que se estendia por uma área de cerca de 1ha, foram encontrados alguns fragmentos de cerâmica micácea indígena. Não apresenta indícios de romanização.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 18.

Castro do Poio

Povoado Fortificado

Localização: Covas do Barroso, perto da Ponte Nova
Coordenadas Geográficas: N: 41.63610 W: -7.80384
Freguesia: Covas do Barroso
Localidade: Covas do Barroso
Acessos: EM 519 – C até Covas do Barroso, depois segue-se o acesso da mini hídrica.

A Este da aldeia de Covas do Barroso, a cerca de 400m a jusante da Ponte Nova encontra-se um povoado fortificado característico da Idade do Ferro.

O Castro do Poio assenta num cabeço pedregoso formando com o que um promontório arredondado, na margem esquerda da ribeira do Couto, que o rodeia por três lados. Apresenta boas condições de defesa natural, excepto no lado Nordeste, onde, de acordo com Santos Júnior (Júnior et alii, 1986) foram construídos sistemas de defesa complementares, um fosso e muralhas.

Segundo Fontes e Andrade (2005), este castro, que ocupa uma extensão de 2ha, tem três linhas de muralhas no interior das quais se encontram blocos afeiçoados e vestígios de casas.Não há qualquer registo que mencione achados materiais, nem indícios de romanização.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 07.

Castro Mouril

Povoado Fortificado

Localização: Pinho
Coordenadas Geográficas: N: 41.65316 W: -7.61121
Freguesia: Pinho
Localidade: Pinho
Acessos: EN 311, passando por Pinho virar à direita, junto ao Km 108.

 

A Sudeste da aldeia de Pinho, na extrema Nascente da freguesia, num relevo em esporão na confluência do Corgo do Sampaio com o Rio Tâmega, encontram-se vestígios de um povoado fortificado da Idade do Ferro a que chamam Castro do Mouril.

Segundo Fontes e Andrade (2005) conservam-se, bem visíveis nos lados Oeste e Sudoeste, ruínas de duas linhas de muralha. Um fosso, com uma profundidade considerável, é igualmente visível nesta zona, parecendo estender-se para a zona Norte, onde se identificam dois pequenos taludes.Ainda de acordo com estes autores, dispersos pelo terreno observam-se aglomerados de pedras e alguns alinhamentos, que poderão corresponder a vestígios de habitações.Neste povoado não foram recolhidos elementos de cultura material, nem existem indícios de romanização.

Este sítio arqueológico, que abarca uma área de aproximadamente 4ha, engloba também um rochedo com gravuras constituídas por diversas covas, algumas agrupadas sugerindo a representação da palma de uma mão, e um pequeno lagar escavado na rocha, possivelmente de construção posterior. No inventário do IPA (ex – Instituto do Património Arqueológico), disponibilizado na base de dados do património arqueológico (endovélico), no site do IGESPAR, o Castro do Mouril, o lagar e a rocha com gravuras encontram-se individualizados nas fichas Castro de Mouril 1, Castro de Mouril 2 e Castro de Mouril 3, respectivamente.

Fonte: Revisão do Inventário Arqueológico do Concelho de Boticas, sítio n.º 41.

Outeiro Lesenho

Povoado Fortificado

Localização: Campos
Coordenadas Geográficas: N: 41.64575 W: -7.75365
Freguesia: S. Salvador de Viveiro
Localidade: Campos
Acessos: EM 519-C em direcção a Campos, até encontrar a placa de indicação do Outeiro Lesenho, depois segue-se por um caminho rural.

O Outeiro Lesenho está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto-lei nº29/90 publicado em Diário da República de 17 de Julho de 1990. A descoberta de quatro estátuas guerreiras foi o contributo arqueológico mais significativo, que despertou o interesse científico por este povoado. Sabemos que em 1782, um intelectual da altura, Dr. Miguel Pereira de Barros, que deslocando-se a Covas do Barroso, localidade próxima do Castro “lhe mostraram as duas imagens que desde cem annos existiam no adro da egreja parochial” mandando proceder a escavações no Lesenho, sem sucesso. Em 1905 aquando uma nova visita ao local, foram encontradas mais duas estátuas, no lugar de Campos. Posteriormente as duas primeiras estátuas foram colocadas no Palácio d’Ajuda, enquanto as outras duas se encontravam no Museu Etnológico de Viana do Castelo. Foram adquiridas mais tarde pelo Drº Leite de Vasconcelos enquanto Diretor do Museu Nacional de Arqueologia, espaço onde se encontram até hoje. O exemplar melhor conservado, é denominado por Guerreiro Galaico, nome derivado do topónimo romano “Gallaecia” em que o Outeiro se situava, é o expoente máximo da Arqueologia Nacional e poderá representar a imagem da Divindade, Herói e/ou Príncipe de civilizações castrejas que habitaram esta região, tornando-se num verdadeiro ex-líbris tanto do município como no panorama nacional.

Fonte: https://www.cediec.pt/

Parque Arqueológico do Vale do Terva

O Parque Arqueológico do Vale do Terva/PAVT é um projeto desenvolvido em parceria entre o Município de Boticas e a Universidade do Minho teve início em 2006 e contou com o apoio financeiro do projeto EEC PROVERE AQUANATUR-PA/1/2011, do Eixo Prioritário II-Valorização Económica de Recursos Específicos, do ON.2-O Novo Norte.

O Centro de Interpretação do Parque Arqueológico do Vale do Terva encontra-se instalado na antiga casa paroquial de paroquial de Bobadela, que foi reabilitada para o efeito

Existem várias rotas disponíveis para os visitantes percorrerem o Vale do Terva, para mais informação é favor consultar o site: http://www.pavt-boticas.pt/index.php?page=8

 

Morada: Largo Cruzeiro 1, 5460-210
Telefone: (+351) 276 410 200
Email: pavt@cm-boticas.pt
Web site: http://www.pavt-boticas.pt/
Coordenadas GPS: 41 730595 / – 7 618321
Horário de Funcionamento: 10h00 às 12h30 /  14h00 às 17h30

Pelourinho de Dornelas

IPA.00006011

Pelourinho construído no séc. 18, de tipo pinha piramidal, composto por soco octogonal de três degraus, plinto cúbico, que parece ser adaptação moderna da base dum cruzeiro, e fuste simples, de secção quadrangular e arestas chanfradas, encimado por pequeno pináculo. Originalmente o fuste devia assentar diretamente no último degrau de planta octogonal, monolítico e com ranhura central à medida da base da coluna.

Morada: Dornelas, Boticas

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte de Arame

A ponte, suspensa em arame e madeira, permite a travessia pedonal sobre o rio Tâmega, ligando Veral no concelho de Boticas, a Monteiros no concelho de Vila Pouca de Aguiar.

Está prevista, a sua transferência para outro local, após a conclusão da construção da barragem do Alto Tâmega, pelo que deverá apressar-se, se quiser conhecer este pequeno paraíso, isolado, onde o rio ainda corre, e as vistas de pássaro, convidam à contemplação.

Localização: A 20 km (28 minutos de carro) da sede de concelho via R311 (direção Salto), N312 (direção Ribeira de Pena) e CM1050 (direção aldeia de Veral). Depois de atravessar a aldeia e encontrar uma placa virada para um estradão, estacione (se conduzir um veículo ligeiro) e siga os restantes 900 metros (distância até à ponte) a pé.

Morada: Veral, 5460, Boticas

Ponte de Pedrinha sobre o Rio Beça

IPA.00005710

Ponte de provável construção medieval, de arco com tabuleiro horizontal precedido por duas rampas. Ponte com tabuleiro assente sobre quatro arcos deseiguais, apresentando elementos de tipologia muito diversa, o que mostra ter sido objecto de múltiplas intervenções ao longo do tempo.

Morada: Beça, Boticas

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte e Calçada Romana em Bobadela

IPA.00019716

Morada: Bobadela, Boticas

Arquitetura de comunicações e transportes.

Fonte: http://www.monumentos.gov.pt/

Ponte sobre o Rio Couto

IPA.00019732

Morada: Covas do Barroso, Boticas

Arquitetura de comunicações e transportes. Ponte rodoviária.

Relógio De Sol (Lavradas)

Relógio de sol colocada sobre um muro. É uma estrutura em granito, com um gnómon em metal, utilizada para medição das horas solares.

Morada: Rua do Relógio de Sol
5460-473, Valdegas Boticas

Relógio De Sol (Vila Grande)

Relógio de sol em granito com gnómon em metal, estrutura utilizada para medição das horas solares.

Morada: Rua do Pelourinho
5460-414, Vila Grande Boticas

 

Relógio De Sol (Viveiro)

 

O Relógio de Sol outrora utilizado para medição das horas solares.

 

Morada: Rua Central
5460-492, Viveiro, Boticas

Relógio De Sol De Bobadela

Relógio de sol colocado em cima de um muro; estrutura em granito, com um gnómon em metal, utilizada para medição das horas solares.

Morada: Rua do Torreio
5460-210, Bobadela Boticas

Relógio De Sol I (Valdegas)

 

Relógio de sol colocada sobre um muro. É uma estrutura em granito, com um gnómon em metal, utilizada para medição das horas solares.

Morada: Rua do Relógio de Sol
5460-473, Valdegas Boticas